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Zumba e saúde: mistura de ritmos pode ser aposta contra sedentarismo

Treino de dança que conquistou milhões de adeptos pelo mundo pode queimar calorias e ser estratégia para aumentar a resistência cardiovascular

Por Clarice Sena 8 fev 2025, 08h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h30
zumba
Estilo de dança animado e variado, a Zumba pode ser uma boa alternativa para quem busca sair do sedentarismo (Freepik/Freepik)
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Zumba e saúde: mistura de ritmos pode ser aposta contra sedentarismo Priorizar nos meus resultados Google

Driblar o sedentarismo não é uma tarefa fácil, especialmente quando as opções de atividades físicas desagradam ou parecem enfadonhas. 

Nesse cenário, a prática da Zumba ganha fama como uma alternativa animada para tirar o corpo do sofá. Criado na década de 1990 pelo treinador de celebridades Beto Pérez, o treino de dança une sessões de exercícios aeróbicos aos ritmos latinos salsa, rumba e merengue.

Desenvolvido na Colômbia, o programa de exercícios envolve atualmente todos os tipos de música e inclui coreografias menos formais do que as de uma aula de dança convencional. Os exercícios costumam ser feitos em grandes grupos de participantes. De acordo com o site oficial do treinador, são pelo menos 15 milhões de praticantes ao redor do mundo.

Quais os benefícios da Zumba para a saúde?

Os estudos que avaliam as qualidades da prática de Zumba apresentam algumas variáveis, considerando que turmas de dança são grandes e têm uma diversidade de condições físicas. A maioria dos grupos que praticam esse tipo de treino é formada por pessoas do gênero feminino, com uma média de idade de 41 anos. 

Pesquisas investigaram os efeitos para a saúde de pessoas que participaram de classes com duração entre 40 a 60 minutos, de duas a três vezes por semana. Os resultados físicos? Pequenos, mas bastante benéficos.

As maiores contribuições se manifestam na parte social e psicológica, já que, além das interações em grupo, há uma sensação imediata de bem-estar durante a prática.

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A manutenção do hábito e da regularidade do movimento é um dos principais desafios para o cultivo de uma vida saudável. Nesse contexto, a criação de laços e o incentivo do grupo ajuda a ultrapassar a barreira da aderência à atividade.

Entre as vantagens físicas, temos alguns pontos notórios. Uma única sessão de Zumba pode levar à perda de aproximadamente 9,5 Kcal por minuto, chegando a queimar de 300 a 400 calorias por treino. Praticantes da dança também apresentam uma melhora no equilíbrio de água no corpo, diminuição da massa de gordura e um aumento simultâneo na massa muscular corporal.

A partir de 12 semanas bailando, aparecem benefícios como a diminuição de triglicerídeos e o aumento na produção de osteocalcina, a principal proteína envolvida na ligação do cálcio e na formação óssea – contribuindo para o enfrentamento da osteoporose.

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Mas os ganhos começam a se manifestar pra valer após 16 semanas de treinamento, com melhora do ritmo cardíaco, capacidade de resistência e força dos membros inferiores.

O limiar aeróbio também aumenta, o que significa que o corpo aguenta uma intensidade maior de esforço antes de começar a acumular lactato – a substância que causa fadiga muscular e queimação.

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A importância de enfrentar o sedentarismo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a falta de atividade física é uma ameaça silenciosa à saúde global e contribui significativamente para o aumento das doenças crônicas. Na última década, o número de pessoas ao redor do mundo que não praticam nenhuma atividade aumentou de forma preocupante.

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De acordo com uma pesquisa publicada na revista científica Lancet, pelo menos 1,8 bilhão de adultos não praticaram os níveis recomendados pela OMS de atividade física em 2022. A entidade pede no mínimo 150 minutos por semana para atividades de intensidade moderada ou 75 minutos se a modalidade for de alta intensidade.

A inatividade diminui as funções físicas e cognitivas, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer, como os de mama e de cólon.

 

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