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Tratamentos e causas para a pele com acne

As espinhas, se não controladas, podem deixar manchas no rosto e em outras partes do corpo. Saiba o que é importante para prevenir e remediar o problema

Por Goretti Tenorio e Chloé Pinheiro 10 ago 2017, 14h05 | Atualizado em 3 jul 2026, 23h32
espinha
A acne é um incômodo tão comum quanto tratável (Foto: Dulla / Ilustração: Mayla Tanferri/SAÚDE é Vital)
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As espinhas são fruto de uma inflamação na pele e geralmente se concentram no rosto, no peito, nos ombros ou nas costas. Embora possa aparecer em qualquer idade, a acne é mais comum durante a adolescência, quando o aumento dos níveis hormonais estimula o trabalho das glândulas sebáceas.

Normalmente, essas glândulas fabricam uma espécie de gordura essencial à proteção da pele. Essa secreção oleosa, juntamente com células mortas, atravessa os folículos pilosos (orifícios de onde saem os pelos) e acaba eliminada. Mas, se a produção é excessiva, parte desse sebo fica retida, entupindo os poros. Quando isso acontece, o acúmulo oleoso atrai para o local bactérias, sobretudo a Proprionibacterium acnes.

Esse micro-organismo libera substâncias tóxicas que irritam a pele. Para barrá-lo, células de defesa são recrutadas e desencadeiam uma reação inflamatória. O resultado é visto no espelho: formam-se cravos, que podem aumentar de volume e ganhar coloração avermelhada — casos mais graves chegam virar abcessos com pus.

Sinais e sintomas

  • Coceira e irritação na região afetada
  • Pontos pretos (cravos marcam o estágio inicial ou o tipo mais ameno da acne)
  • Espinhas (pontos brancos, arredondados, com uma área avermelhada em volta)
  • Pústulas (num estágio mais avançado da doença, aparecem protuberâncias com pus)
  • Abcessos (complicação mais grave das espinhas e pústulas)

Fatores de risco

  • Puberdade (por causa do aumento dos níveis de hormônios sexuais)
  • Período menstrual (também devido à variação hormonal)
  • Pele oleosa
  • Síndrome dos ovários policísticos
  • Distúrbios de tireoide
  • Estresse crônico
  • Medicamentos como os corticoides
  • Exposição exagerada ao sol
  • Transpiração em excesso
  • Uso de cremes faciais inadequados
  • Predisposição genética
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A prevenção

Como a acne está ligada ao excesso de produção de gordura na pele e à ação de bactérias, algumas medidas que contenham esse complô de fatores ajudam a prevenir o problema. Saber dosar o tempo de exposição ao sol é uma delas. Os raios ultravioleta até têm um efeito antibacteriano, então ficar um tempinho a céu aberto ajuda a secar as espinhas. Mas o exagero, por sua vez, estimula a oleosidade, atraindo micróbios. Por isso, indica-se cautela nos banhos de sol, e nada de usar protetores solares oleosos.

Manter a pele limpa, mandando embora o acúmulo de poluição e resíduos de cremes, evita a obstrução dos poros. O ideal é fazer a higienização com um sabonete facial pelo menos de manhã e à noite. Mas atenção: lavar demais pode provocar o chamado efeito rebote. O organismo entende que algum fator externo está acabando com a gordura protetora e por isso estimula uma superprodução de sebo, piorando cravos e espinhas.

As mulheres devem ficar atentas à maquiagem. Alguns cosméticos sobrecarregam a pele e contribuem para o aparecimento da acne. Vale optar pelos produtos oil free, livres de gordura. E remover tudo antes de dormir.

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Alimentação equilibrada também entra nessa história. Embora não haja estudos comprovando que certos alimentos sejam responsáveis pelo aparecimento desses pontos indesejados na pele, observa-se que, em algumas pessoas, comidas muito calóricas e gordurosas se refletem em um aumento de oleosidade na pele.

O diagnóstico

Na consulta, o dermatologista avalia o estado geral da pele e faz o histórico do paciente, a fim de detectar o risco de outras doenças serem responsáveis pela presença de cravos e espinhas — como ovários policísticos e disfunções na tireoide, que quebram o balanço hormonal. É preciso, portanto, descartar possibilidades assim antes de orientar o tratamento.

O tratamento

Nas formas mais amenas da acne, em geral é suficiente lavar a área com sabonete suave, uma ou duas vezes por dia. Em seguida, usam-se cremes ou loções receitados pelo dermatologista, com substâncias como ácido retinoico, que ajudam a desobstruir os poros. Se o médico avaliar que é necessário, indicará também um antibiótico oral para conter a ação das bactérias.

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Nos casos mais graves, com a presença de pus e inflamação e quando as alternativas anteriores falharam, é possível recorrer ao uso da isotretinoína, medicação que inibe a produção das glândulas sebáceas. Mas esse recurso, diga-se, provoca efeitos colaterais como ressecamento dos lábios e da pele em geral, dores musculares e até alteração no fígado.

Exige, portanto, acompanhamento médico. Sem contar que, durante o tratamento, ficam proibidos sol, bebidas alcoólicas e – mais importante ainda – gravidez, porque o remédio provoca malformação fetal. Para eliminar marcas na pele causadas pela acne, os dermatologistas podem empregar métodos como peeling, microdermoabrasão e laser.

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