Chega de sinusite: como identificar as causas e evitar que o problema volte
Conheça os fatores de risco, sintomas e como a prevenção pode evitar crises recorrentes da inflamação dos seios da face
A dor de cabeça persistente, o rosto pesado, a congestão nasal que não melhora e aquela sensação constante de nariz entupido podem ter uma explicação comum: a sinusite.
Trata-se de uma inflamação dos seios da face — cavidades ósseas localizadas ao redor do nariz, olhos e testa — que pode ter origens infecciosas, alérgicas ou estruturais.
A sinusite é uma das condições respiratórias mais frequentes nos consultórios médicos, especialmente em épocas do ano com variação de temperatura, poluição ou tempo seco. Entender suas causas, formas de prevenção e tratamento é fundamental para evitar que ela evolua para um problema crônico ou recorrente.
O que é a sinusite?
A sinusite, também chamada de rinossinusite, ocorre quando há inflamação da mucosa que reveste os seios da face. Essa inflamação pode ser provocada por:
- Infecções virais (como resfriados);
- Infecções bacterianas ou fúngicas;
- Alergias respiratórias (como rinite alérgica);
- Desvio de septo nasal ou outras alterações anatômicas;
- Poluição do ar, fumaça de cigarro e ar-condicionado.
Quando a mucosa inflamada impede a drenagem do muco produzido nos seios da face, o acúmulo favorece a proliferação de micro-organismos e o agravamento dos sintomas.
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Tipos de sinusite e sintomas
Sinusite aguda: geralmente surge após uma gripe ou resfriado mal curado. Dura até 4 semanas e, em geral, é causada por vírus ou bactérias.
Sinusite crônica: apresenta sintomas que persistem por mais de 12 semanas e costuma estar relacionada a alergias não controladas, pólipos nasais ou desvio de septo. Pode demandar tratamento prolongado e, em certos casos, avaliação cirúrgica.
Os principais sintomas da sinusite incluem:
- Congestão nasal persistente;
- Secreção nasal espessa e amarelada;
- Dor de cabeça, principalmente na testa e ao redor dos olhos;
- Pressão ou dor no rosto, que piora ao abaixar a cabeça;
- Sensação de nariz entupido ou escorrendo;
- Perda do olfato ou paladar;
- Tosse, principalmente à noite;
- Mau hálito e cansaço.
Entre crianças, os sintomas podem incluir irritabilidade, tosse persistente e até dificuldade para dormir.
O papel das alergias e prevenção
Pessoas com rinite alérgica têm mais predisposição a desenvolver sinusite, pois a inflamação crônica da mucosa nasal dificulta a ventilação e a drenagem dos seios da face. O controle dos gatilhos alérgicos é essencial para evitar crises frequentes.
Poeira, mofo, pelos de animais, pólen e mudanças bruscas de temperatura são os principais agentes desencadeantes. Ambientes fechados, secos ou mal ventilados também contribuem para o agravamento dos quadros.
Para prevenir episódios recorrentes de sinusite, alguns cuidados diários são recomendados:
- Lavar o nariz com soro fisiológico todos os dias;
- Controlar a rinite alérgica com acompanhamento médico;
- Evitar exposição a poluentes, fumaça e agentes alérgenos;
- Umidificar o ambiente em períodos de ar seco;
- Ingerir bastante água para manter as mucosas hidratadas;
- Deixar janelas abertas sempre que possível para ventilar os ambientes.
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Diagnóstico e tratamento adequados
O diagnóstico é clínico, realizado por um especialista em alergia, com base nos sintomas e no exame físico. Em casos persistentes ou duvidosos, exames de imagem como a tomografia dos seios da face podem ser solicitados.
O tratamento depende do tipo de sinusite:
- Aguda viral: repouso, hidratação, lavagem nasal com soro fisiológico e, se necessário, medicamentos para alívio dos sintomas (analgésicos, descongestionantes e anti-inflamatórios);
- Aguda bacteriana: pode requerer antibióticos, caso haja piora ou persistência dos sintomas após 10 dias;
- Crônica: exige investigação da causa principal (alergias, pólipos, desvio de septo) e tratamento prolongado, que pode incluir corticosteroides tópicos, controle ambiental, imunoterapia e, em determinados casos, cirurgia.
Conviver com crises recorrentes de sinusite não é normal. Com tratamento adequado, é possível controlar os sintomas, reduzir a frequência dos episódios e recuperar a qualidade de vida.
Investigar as causas com atenção, controlar os fatores desencadeantes — principalmente alérgicos — e seguir o tratamento com o especialista são fundamentais para alcançar o alívio esperado.
*Natasha Rebouças Ferraroni é especialista em Alergia e Imunologia, doutora pela USP e titular da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia
(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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