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Falta de sono pode fazer você comer mais

A privação das horas dormidas foi associada, em uma revisão inglesa, com uma ingestão de 385 calorias a mais por dia

Por Thiago Nepomuceno - Atualizado em 8 jun 2017, 17h06 - Publicado em 12 nov 2016, 18h00

Estudiosos da Universidade King’s College, na Inglaterra, revisaram 11 pesquisas anteriores que, juntas, abrangeram um total de 172 participantes. As analises incluíam pessoas que tiveram o sono parcialmente restrito e outras que puderam relaxar na cama à vontade. Além disso, foi medida a quantidade de calorias ingeridas por todos os voluntários no dia seguinte.

Ao reunir esses dados, os cientistas descobriram que o grupo privado de sono comeu, em média, 385 calorias a mais. Essas pessoas ainda ingeriam proporcionalmente mais gordura e menos proteína. Por outro lado, a quantidade de energia gasta ao longo do dia não sofreu nenhuma alteração — ou seja, o tempo a mais que os indivíduos passaram acordados não foi utilizada para mexer o corpo.

O problema reside justamente aí. Afinal, a obesidade surge eminentemente do desequilíbrio entre a ingestão e a queima calórica. Logo, se a falta de horas dormidas eleva o consumo de energia sem aumentar o gasto, pode contribuir para o surgimento de quilinhos extras.

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Os autores reforçam que ainda são necessários mais estudos para comprovar essa possibilidade. Mas há algumas hipóteses para explicar o elo encontrado: em um trabalho anterior com 26 adultos, descobriu-se que indivíduos que dormiam pouco, quando expostos a alimentos, superativavam uma área do cérebro associada à recompensa.

Isto é, eles provavelmente ficaram mais tentados a encher a barriga. Outra possível razão inclui o desajuste do relógio interno do corpo, que afeta a regulação dos hormônios leptina e grelina, responsáveis pela sensações de fome e saciedade.

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