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O Fim das Dietas Por Blog Antonio Lancha Jr, professor titular com mestrado, doutorado e livre docência em Nutrição pela USP e autor do livro O Fim das Dietas (Ed. Abril), indica como emagrecer sem cair em promessas furadas.

Para emagrecer, durma bem!

O sono tem um papel fundamental na perda de peso. Ele influencia nos comportamentos alimentares e na forma como o corpo processa a comida

Por Antonio Lancha Jr. 25 jun 2019, 16h10

Sabe aquela noite maldormida, que você vira de um lado para o outro sem conseguir embalar o sono? Pois ela repercute no seu dia, nas suas escolhas e, claro, na sua alimentação. Há algumas semanas, quando estava chegando na USP para trabalhar, uma funcionária me perguntou assim que me encontrou: “Professor, tenho dormido mal e sinto que estou comendo mal também. O meu sono muda minha digestão?”

A pergunta dela tem razão de ser. Os estudos mostram que, quando dormimos pouco, tendemos a ser mais generosos conosco no dia seguinte. Nós fazemos escolhas que propiciam um prazer imediato. Ou seja, corremos um risco extra de optarmos por alimentos especialmente saborosos, em geral mais calóricos e gordurosos.

Um simples aroma de comida gostosa pode ser o suficiente para um insone perder o controle e enfiar o pé na jaca. Veja: ao longo da vida, estabelecemos uma relação dos sabores dos alimentos com a sensação de bem-estar que sentimos após ingeri-los. Essas respostas prazerosas ficam gravadas em uma região do cérebro chamada sistema límbico e são correlacionados com os aromas de cada comida.

Portanto, quando sentimos aquele cheiro, logo o associamos com o sabor do alimento. E resistir a tamanha tentação quando seu corpo cansado pede por energia é complicado.

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Além disso, temos a necessidade de uma recompensa emocional que o alimento nos entrega. Com isso, escolhemos pratos mais gordurosos, que estimulam especialmente a produção de neurotransmissores associados à sensação de bem-estar. Comidas mais doces, que entregam o prazer imediato no paladar, também ganham prioridade nessas horas de esgotamento físico e mental.

Como se não fosse o suficiente, a falta de sono aumenta a concentração de grelina no organismo. Esse hormônio, secretado pelo estômago e intestino normalmente quando estão vazios, estimula a fome.

Juntando tudo isso, a consequência de uma noite em claro no cardápio do dia seguinte é: nós comeremos mais, optaremos por alimentos com mais gordura e, no fim das contas, teremos uma probabilidade maior de engordar.

Assim, toda vez que você dormir mal, redobre a atenção para as suas escolhas alimentares. Lembre-se de que, nesses dias, você será mais permissivo e glutão do que a sua versão descansada.

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