Nutrição para os ossos
Estudo paulista analisa o cardápio do brasileiro e sua relação com a fragilidade do esqueleto
A osteoporose, doença que atinge até 15% dos brasileiros e deixa nosso arcabouço poroso, poderia ser evitada com o consumo de alguns nutrientes, em especial cálcio, magnésio e as vitaminas D e K. Acontece que, embora presentes em alimentos comuns como leite, hortaliças e outros vegetais, essas substâncias parecem aparecer em concentrações diminutas nos pratos brasileiros.
Pelo menos foi isso o que descobriu um time de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo. Ao analisar a dieta e a composição óssea de mais de 2 300 pessoas, eles notaram que, em média, as pessoas só ingerem um terço da quantidade diária recomendada desses compostos.
Não à toa, 15% dos entrevistados já haviam sofrido fraturas. E isso sem nem desconfiar que o problema estivesse ligado à fraqueza do esqueleto e à própria alimentação. A equipe foi a primeira a estudar o cardápio da população com foco na saúde óssea. Muito graças a esse enorme esforço, venceu, em 2007, a categoria Saúde e Prevenção do Prêmio SAÚDE — uma das mais respeitadas premiações do setor.
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