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Esperar 25 segundos faz com que a vontade de comer doces passe

Estudo mostra que ter que aguardar para comer doces os tornam menos tentadores

Por Pâmela Carbonari (da Superinteressante) Atualizado em 18 abr 2017, 13h49 - Publicado em 16 abr 2017, 12h06

Se você é fã de açúcar a ponto de achar que uma refeição não é completa sem um docinho, os cientistas descobriram uma forma de domar seu cérebro de formiga abstinente: esperar. É isso mesmo, aguardar 25 segundos antes de comprar uma barra de chocolate pode ser crucial para resistir à tentação, deixar o açúcar de lado e escolher uma opção mais saudável.

  • Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Rush, nos Estados Unidos, instalaram cronômetros em máquinas de venda automática para analisar como as pessoas tomam decisões relacionadas à alimentação.

    Os clientes que utilizaram essas máquinas precisavam esperar 25 segundos antes que chocolates e outras doçuras ficassem disponíveis. Nesse intervalo de tempo, eles puderam mudar de ideia e escolher qualquer outra opção de petisco saudável. Caso isso acontecesse, o lanchinho menos nocivo à saúde ficaria disponível imediatamente, sem necessidade de continuar a contagem dos segundos. Já os clientes que chegaram com a intenção de comer algo saudável não precisaram aguardar – uma boa isca para os imediatistas.

    Ao longo dos 14 meses de observação e mais de 32 mil vendas, a equipe percebeu que o atraso de 25 segundos nos doces promoveu um aumento de mais de 5% na venda de lanche saudáveis. A partir desses resultados, os cientistas acreditam que a obrigação de esperar fez com que os petiscos se tornassem menos irresistíveis. “Isso comprova que o cérebro humano prefere gratificações imediatas, e essa preferência se aplica a escolhas corriqueiras do nosso comportamento no dia a dia”, afirma o líder do estudo Brad Appelhans, da Universidade de Rush.

    Na dúvida, inspire, respire, conte até 25 e deixe seu cérebro imediatista fazer uma escolha mais saudável. Haja paciência.

    Este conteúdo foi publicado originalmente no site da Superinteressante.

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