Clique e Assine VEJA SAÚDE por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Saúde bucal é prejudicada por abalos emocionais

Quadros psiquiátricos chegam a triplicar risco de perda dos dentes

Por Larissa Beani
31 Maio 2024, 09h11

Transtornos mentais podem, literalmente, apagar o sorriso. É o que expõe uma revisão de estudos sobre o elo entre a saúde bucal e a psíquica. Segundo o artigo, publicado pela revista científica Psychosomatic Medicine, pessoas com quadros psiquiátricos graves têm um risco 2,8 vezes maior de perder os dentes.

“Problemas emocionais diminuem a nossa disposição a se cuidar e prejudicam a manutenção de hábitos de higiene”, explica a dentista Livia Sekiguchi, da Clínica Omint Odonto e Estética (SP).

O próprio tratamento de depressão e afins pode comprometer as coisas. “Muitos remédios deixam a boca seca, favorecendo o desequilíbrio das bactérias da região e prejudicando a proteção natural que envolve os dentes”, nota Livia.

Além disso, condições como bruxismo, que desgasta os dentes, costumam estar ligadas a ansiedade e outros transtornos.

Continua após a publicidade

+ Leia também: O impacto da reabilitação oral na autoestima dos brasileiros

Para manter o sorriso

O autocuidado passa pela boca — diariamente

Higiene básica

Escovar os dentes após cada refeição e passar fio dental é imprescindível. Caso use aparelho, o cuidado deve ser redobrado.

Acompanhamento

O recomendado é agendar uma visita ao dentista a cada semestre para fazer a limpeza dos dentes e checar toda a boca.

Continua após a publicidade

Previsto em bula

Raramente é preciso trocar psicotrópicos por causa de problemas odontológicos, mas os efeitos colaterais podem demandar ajustes com o dentista.

Dieta balanceada

Evite bebidas e alimentos açucarados, que aumentam o risco de desenvolver cáries. Álcool e fumo também são nocivos à boca.

+ Leia também: O cuidado com a saúde bucal não tem idade

Perda dental derruba o ânimo

Numa via de mão dupla, o cuidado com a boca pode agregar pontos à saúde mental, sobretudo com o envelhecimento. É o que constata uma pesquisa japonesa com 218 pessoas acima dos 60 anos. A manutenção dos dentes foi ligada, na análise publicada na PLOS One, a maiores índices de bem-estar e autoestima.

Continua após a publicidade

A questão se torna mais crítica quando lembramos que a perda dentária se acentua na velhice, podendo comprometer a qualidade de vida em vários aspectos. “Problemas odontológicos nessa faixa etária podem gerar limitações alimentares, pela dificuldade de mastigação e deglutição, e maior isolamento social, por causa da vergonha de sorrir ou falar em público”, observa a dentista Livia Sekiguchi.

Compartilhe essa matéria via:
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.