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Teste genético se torna decisivo no tratamento do câncer

Trabalhos apresentados no evento de oncologia mais importante do mundo reforçam importância de vasculhar o DNA antes de escolher o melhor remédio

Foi-se o tempo em que o local inicial de um câncer era o único fator que o médico levava em conta na hora de prescrever a terapia para o paciente. A chegada de testes genéticos modernos e baratos mudou de vez o combate a diferentes tipos de tumores. A estratégia, já discutida há alguns anos, foi um dos temas de destaque do Congresso da Associação de Americana de Oncologia Clínica (Asco), que ocorreu em Chicago, durante a semana passada.

Vamos dar um exemplo: cientistas do MD Anderson Cancer Center, que também fica nos Estados Unidos, acompanharam mais de 1 300 pacientes com a doença. Aqueles em que o teste genético havia encontrado alguma mutação tiveram o dobro de sobrevida em relação ao grupo que não fez exames do tipo.

Não é só teoria

“No último congresso, coroamos o conceito de que esses métodos de diagnóstico e análise vão definir claramente a estratégia e o manejo daquele tumor e se tornarão cada vez mais uma necessidade para realizar uma boa medicina”, comenta o oncologista Stephen Stefani, membro da Asco e do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre. 

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Esse movimento todo só foi possível graças à chegada de novos remédios, principalmente os integrantes da classe dos imunoterápicos. Algumas dessas drogas já estão aprovadas para certos tipos de tumores que apresentam determinadas características genéticas, independentemente do lugar onde o problema se iniciou. “Isso abriu muito as nossas possibilidades e escolhas, além de permitir adicionar e misturar diversas opções terapêuticas, como incluir a quimioterapia ao longo do tratamento”, acrescenta Stefani.

O uso de exames que vasculham o DNA já é realidade para alguns dos tumores mais comuns entre a população. É o caso do câncer de mama, de pulmão e o colorretal. “Em alguns casos, está demonstrado até que é possível evitar determinadas opções de tratamento que não beneficiariam aquele paciente com certas características”, finaliza o expert.

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