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O que é artrite reumatoide: causas, sintomas e tratamento

Essa doença autoimune que ataca as articulações pode causar dores e deformações. Mas novos remédios permitem um controle adequado do problema

Por Chloé Pinheiro e Goretti Tenorio
28 dez 2017, 16h16 • Atualizado em 27 Maio 2024, 14h40
dores nas juntas
Se a descoberta da artrite reumatoide for rápida, dá para viver bem e evitar que membros fiquem deformados. (Foto: Tomas Arthuzzi/SAÚDE é Vital)
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  • A artrite reumatoide é uma doença autoimune caracterizada pelo ataque do próprio corpo às articulações, o que provoca inchaço, rigidez e dores nas juntas, capazes inclusive de limitar a movimentação no dia a dia. O distúrbio costuma atacar especialmente dedos, joelhos e tornozelos.

    Se a inflamação crônica não for contida, leva a deformações e chega a degenerar inclusive os ossos. O comprometimento na qualidade de vida é ilustrado pela dificuldade de realizar tarefas tão simples como escovar os dentes.

    A artrite reumatoide é mais comum em mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos. Hoje se sabe que seus danos não se limitam às juntas. O estado de inflamação instaurado pelo distúrbio aumenta o risco de entupimento nas artérias e, consequentemente, infartos e AVCs, além de repercutir na saúde dos olhos, dos nervos e dos pulmões.

    + Leia também: Otimizando a saúde óssea em diferentes fases da vida

    Sinais e sintomas

    A artrite reumatoide afeta as articulações de forma irreversível e pode trazer sérias implicações para qualidade de vida. A doença pode provocar deformidades que comprometem a capacidade de realizar movimentos.

    Além das manifestações articulares, pode afetar múltiplos órgãos internos e reduzir a expectativa de vida.

    • Dor e inchaço nas juntas
    • Rigidez nas articulações, principalmente pela manhã
    • Dificuldade de movimentação dos dedos ou dos membros
    • Redução do apetite e perda de peso
    • Febre baixa
    • Fadiga
    • Nódulos visíveis na pele próximos às juntas
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    A atrite reumatoide afeta qualquer articulação do corpo (Foto: Alex Silva/A2 Estúdio)

    Fatores de risco

    O histórico familiar aumenta o risco de desenvolvimento da doença de 3 a 5 vezes.

    Contudo, além da predisposição genética, existem outros pontos associados ao aumento das chances de se ter artrite reumatoide.

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    A prevenção

    Como a origem da artrite reumatoide não é plenamente conhecida, ainda não é possível falar em prevenção primária. Podemos, sim, prevenir complicações e limitações impostas pela doença. E isso se faz com diagnóstico e tratamento precoces.

    Exercícios realizados com indicação médica e sob a supervisão de um educador físico também ajudam a contornar os sintomas e a devolver qualidade de vida. Estudos sugerem que, pelo potencial anti-inflamatório das gorduras mono e poli-insaturadas, o consumo rotineiro de azeite de oliva e pescados como sardinha e salmão favoreçam o estado das juntas.

    + Leia também: Osteoporose: a importância da prevenção de fraturas por fragilidade óssea

    O diagnóstico

    O profissional indicado para se chegar ao veredicto é o reumatologista, que, pelo exame físico, avaliação do histórico do paciente e radiografias de mãos e pés, já consegue ter uma boa ideia se a confusão nas juntas foi armada pela artrite reumatoide.

    O especialista poderá compor a investigação por meio de exames de sangue, como o que apura a presença de um anticorpo conhecido como fator reumatoide. Outros testes não raro são solicitados para descartar condições autoimunes como lúpus e artrite psoriática.

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    Como os primeiros três meses após a eclosão dos sintomas são considerados essenciais para impor um bom controle sobre o problema, o diagnóstico precoce é considerado uma arma preciosa para conter a artrite reumatoide.

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    Tratamento oportuno reduz a destruição articular e melhor o prognóstico (Foto: James Yarema/Unsplash)

    O tratamento

    Ainda não há cura para artrite reumatoide, mas, felizmente, os remédios disponíveis hoje permitem ao paciente levar uma vida praticamente normal. Isso, claro, se seguir o tratamento à risca e adotar outros hábitos saudáveis, como a prática supervisionada de atividade física.

    Existem diversas classes de medicamentos usadas para controlar a artrite — de anti-inflamatórios à base de corticoides aos chamados DMARDS, drogas antirreumáticas modificadoras da doença. Esses últimos são medicações biológicas injetáveis que anulam o processo inflamatório que se apodera das articulações.

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    Existem remédios mais novos e de uso oral, aliás, que atuam nas células de defesa que participam dessas reações. Enfim, com uma terapia individualizada e bem estruturada, é possível controlar o inchaço, a dor e a limitação de movimentos causada pela doença.

    Durante as crises nas juntas, os médicos prescrevem repouso. Mas, fora dessas situações, praticar atividade física é mais do que recomendado, uma vez que melhora a mobilidade, baixa a inflamação e auxilia a silenciar a dor. Existem evidências ainda de que abandonar o tabagismo, se for o caso, conta pontos para manter a doença quietinha, já que o cigarro favorece o processo inflamatório.

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