Juliette descobre endometriose após exame; veja
Ex-BBB descobriu problema ginecológico por acaso, enquanto investigava uma inflamação no fígado
A cantora, influenciadora e ex-BBB Juliette revelou aos seguidores que descobriu ter endometriose. O quadro, embora afete milhões de mulheres, muitas vezes demora a ser diagnosticado por ser confundido com outros problemas de saúde.
Juliette, por sinal, descobriu a condição por acaso: no início de junho, uma inflamação no fígado (sem relação com a endometriose) a levou para o hospital, e o problema ginecológico acabou sendo observado casualmente durante o check-up.
Ela aproveitou para conscientizar sobre a doença, que no seu caso não gerava sintomas perceptíveis. Segundo Juliette, seu tratamento será a interrupção da menstruação, que ajuda a frear as inflamações que podem levar aos incômodos mais severos da endometriose.
Entenda melhor como ocorre esse problema e o que pode ser feito a respeito dele.
O que é a endometriose
A endometriose é um quadro que surge quando o tecido que reveste o útero, conhecido como endométrio, acaba crescendo para fora do órgão, ocupando áreas como ovário, trompas e outras regiões da vizinhança. Em casos mais raros, alcança órgãos distantes como o pulmão e até o cérebro.
O grande problema é que, durante o período menstrual, esse tecido extra descama junto com o endométrio localizado “no lugar certo”. Embora algumas pessoas não sintam problemas, como Juliette, é mais comum que a endometriose gere dores intensas durante a menstruação, com cólicas e desconfortos mais fortes que o normal.
A endometriose também é associada a mais dificuldades para engravidar, a um risco elevado de câncer de ovário e, segundo um amplo estudo publicado neste ano, também parece ter ligação genética com outros problemas, como enxaqueca, depressão e ansiedade.
Ainda hoje, não se sabe exatamente o que desencadeia a endometriose. Ela parece ter uma ligação com a menstruação retrógrada, quando o sangue contendo células do endométrio acaba retornando para as trompas e outras áreas vizinhas ao útero, em vez de deixar o corpo.
Mas não há uma boa explicação definitiva sobre o porquê de muitas mulheres com menstruação retrógrada não desenvolverem o problema e outras sim.
Como o quadro é tratado
Embora a endometriose tenha uma prevalência estimada em 10% da população feminina em idade reprodutiva, o quadro ainda é considerado subdiagnosticado e com identificação tardia. No Brasil, estudos demonstram que se espera quase 4 anos até obter um diagnóstico concreto.
Não existe uma cura para o problema, e a ideia é controlar os sintomas mais incapacitantes. Como eles estão relacionados à menstruação, a interrupção dos ciclos costuma ser a técnica preferencial, a exemplo do que Juliette disse que fará. É comum recorrer a anticoncepcionais e outros medicamentos que regulam a ação de hormônios associados à menstruação.
Casos mais avançados podem exigir cirurgia, desde procedimentos mais simples, com a remoção do tecido endometrial excedente, até operações mais extremas, como a remoção total do útero, conhecida como histerectomia. A melhor abordagem depende da saúde da pessoa, da forma como a endometriose se manifesta e de questões como a vontade de engravidar no futuro.
Por isso, a decisão deve envolver uma avaliação médica individualizada considerando os riscos e benefícios de cada técnica.






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