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O que é endometriose

Cólica e menstruação irregular estão entre os sintomas desse problema que afeta milhões de mulheres. Conheça as causas e os tratamentos

Por Goretti Tenorio e Chloé Pinheiro Atualizado em 14 fev 2020, 18h28 - Publicado em 5 mar 2017, 16h42

A endometriose – que fez a atriz Lena Dunham se submeter a uma histerectomia – acontece quando o endométrio, tecido que reveste o útero, cresce para fora do órgão. Os fragmentos vão parar no ovário, nas trompas e até em regiões vizinhas. Mesmo deslocado, o tecido excedente é estimulado a crescer e, na hora da menstruação, descama junto com o endométrio original.

A partir daí, surgem as cólicas intensas, o desconforto e, com o tempo, dificuldades para engravidar. Além disso, o risco de câncer de ovário é mais alto em mulheres com o problema.

É difícil estabelecer as causas da endometriose, mas, em parte, o distúrbio é provocado pela menstruação retrógrada, quadro em que pequenas porções de sangue voltam pelo canal vaginal e se alojam aonde não deveriam. Isso ocorre pelo estímulo constante do estrogênio, hormônio que faz o endométrio aumentar de tamanho e sangrar todos os meses.

  • Sinais e sintomas

    Cólica intensa mesmo fora do período menstrual
    – Inchaço abdominal
    – Dor durante e após o sexo
    – Dor para urinar e evacuar
    – Intestino preso ou solto demais
    – Menstruação irregular
    – Dificuldade para engravidar

    Fatores de risco

    – Ter filhos depois dos 30 anos
    – Alterações no útero
    – Estresse
    – Má alimentação

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    A prevenção

    Embora em muitos casos não dê para prevenir o aparecimento da endometriose, alguns hábitos diminuem o risco de ela dar as caras, como diminuir o estresse e aumentar o consumo de alimentos ricos em ômega-3, como o salmão e o óleo de linhaça.

    O diagnóstico

    A partir da primeira menstruação, o médico precisa ficar atento às cólicas — quanto mais rápido o diagnóstico, menor o risco de a doença progredir. Uma batelada de exames de imagem e sangue dá início ao tratamento, mas a certeza do diagnóstico só vem mesmo com a videolaparoscopia, uma cirurgia que permite observar os focos da endometriose. A doença é classificada em leve, moderada ou grave.

  • O tratamento

    Não há cura para a endometriose, mas dá para combater os focos dela e praticamente anular os sintomas. Anticoncepcionais que barram a ação do estrogênio são frequentemente prescritos, apesar de não serem criados originalmente para esse fim. Há também remédios mais específicos, que simulam a ação da progesterona no controle do endométrio.

    Quando a doença avança, os médicos podem optar pela cirurgia. Por meio de uma pequena incisão no umbigo, a videolaparascopia identifica e cauteriza os locais afetados. Outra opção é apenas extrair as células que estão fora do lugar. A atividade física também pode ser benéfica porque libera substâncias que aliviam a dor.

    Em situações específicas, opta-se pela retirada do útero – procedimento chamado de histerectomia. Foi o que ocorreu aos 31 anos com a atriz Lena Dunham, criadora da série Girls.

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