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Suco de caixinha: dar ou não dar?

A garotada adora e muitos pais consideram uma opção prática e saudável. Mas atenção: algumas embalagens guardam bebidas nada balanceadas e cheias de açúcar

Por Thiago Nepomuceno 3 out 2016, 12h40 | Atualizado em 21 mar 2017, 10h56
iStock e Maira Chiodi
iStock e Maira Chiodi (/)
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Suco de caixinha: dar ou não dar? Priorizar nos meus resultados Google

Na correria do dia a dia, nem sempre é possível preparar aquele lanche caprichado e nutritivo para os filhos levarem à escola. Os sucos de caixinha surgem, então, como uma alternativa supostamente ideal. Ora, eles são feitos de frutas, certo? Mais ou menos. “Os pais começaram a enxergá-los como a melhor opção por aparentarem uma imagem saudável”, nota a nutricionista Ana Paula Wolf Tasca Del Arco, doutoranda da Universidade Federal de São Paulo. “Mas a maioria das marcas tem uma grande quantidade de açúcar, e o problema é que, quando a substância entra no organismo por meio de um líquido, sua absorção é muito rápida”, explica. O exagero, portanto, contribui para o ganho de peso e outras ameaças à saúde.

Ana Paula foi uma das autoras de um levantamento com 1 391 crianças brasileiras de 4 a 6 anos que identificou uma sobrecarga de açúcar nos lanchinhos – boa parte viria das bebidas industrializadas. A questão é que nem tudo o que está na caixinha é suco de verdade. Por isso, é preciso ficar de olhos bem abertos nos rótulos e priorizar as versões mais naturais e menos açucaradas. Algumas marcas oferecem o sumo integral, com 100% da fruta, produto que costuma ser menos doce e ter mais nutrientes, além de não apresentar conservantes.

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Os pais só não precisam entrar numa neura. Segundo Ana Paula, deve-se considerar a alimentação da criança como um todo – se ela tomar uma caixinha mais adoçada de manhã e evitar outras guloseimas no resto do dia, não haveria problema. O importante é que a bebida não seja a principal escolha ao compor a lancheira e, sim, uma alternativa nos dias corridos. Aliás, existem substitutos melhores e tão práticos quanto, caso da água de coco e da própria água mineral.

Se o tempo ajudar, a melhor saída é, de fato, preparar o suco em casa. Escolha um dia mais livre e já faça uma boa quantidade bem concentrada. Em seguida, congele em uma fôrma de gelo. Quando for montar o lanche, basta colocar um cubo na garrafinha de água, que derreterá ao longo do dia. Fácil, né? O bacana é que, com essa tática, a gente não perde muitas vitaminas e minerais.

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Agora, lembre-se de que a hidratação nem sempre precisa vir de uma bebida. De acordo com a nutricionista Priscila Maximino, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, dar a própria fruta é a melhor maneira de assegurar os ingredientes do bem. “Para fazer um copo de suco, precisamos de umas três laranjas, por exemplo. No intervalo da escola, se a criança comer só uma unidade, irá consumir menos calorias e aproveitar as fibras, que se perdem na bebida”, justifica. Ninguém ainda entrega mais do que a própria natureza.

Leia também: O lanche dos brasileirinhos

Receita caseira e preservada

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Ao fazer o suco natural, é normal perder alguns nutrientes no processo. Mas tem como minimizar isso. Pra começar, não coe, ou, então, deixe um pouco do bagaço na garrafa. É aí que estão as bem-vindas fibras. Na hora de guardar, trate de refrigerar o suco e armazená-lo em um recipiente opaco, para impedir que a exposição à luz oxide e elimine algumas vitaminas. E evite botar açúcar.

Leia também: Menos açúcar para as crianças
Nem tudo é… suco!
Fique atento ao rótulo e à classificação das bebidas

Suco integral

É a opção mais saudável. Conforme a legislação brasileira, só é suco a bebida feita inteiramente do extrato da fruta, sem adição de corantes ou conservantes. Ela pode ter no máximo 10% de açúcar, mas existem versões sem o ingrediente.

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Néctar

O nome engana. Contém geralmente entre 20 e 30% da fruta, diluída em água. A bebida costuma ter boas doses de açúcar e apresentar conservantes e outros aditivos.

Refresco

Há a versão em caixinha e os “sucos” em pó. A concentração de extrato da fruta varia, mas, em alguns casos, chega a apenas 5%. Refrescos podem reunir conservantes e outros aditivos, além de serem beeem açucarados.

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