Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Vem aí a farinha de pinhão

Produto pode ser alternativa a quem não tolera o glúten

Por Goretti Tenorio 20 ago 2021, 14h14

O alimento que é sensação no inverno virou farinha. Pelo menos nos laboratórios da Embrapa. Por lá, os pesquisadores usaram o pinhão para desenvolver um produto que, por ser isento de glúten, é boa pedida para pessoas com doença celíaca, que não toleram essa proteína.

“Como não tem sabor pronunciado, a farinha amplia o leque de aplicações em diferentes receitas”, diz Rossana Catie Bueno de Godoy, pesquisadora da Embrapa Florestas.

A semente, proveniente da araucária, árvore típica do Sul do país, é encontrada de março a agosto. Essa sazonalidade seria um desafio para o novo produto? “A farinha é estável, portanto é uma forma de termos alimentos à base de pinhão o ano todo”, responde Rossana.

“A Embrapa está aberta a parcerias para viabilizar sua produção em escala”, conta a pesquisadora.

Raio x do alimento

Além de fibras e minerais, o pinhão carrega amido resistente, carboidrato que não é digerido no trato intestinal e acaba fermentado por bactérias — colaborando para o equilíbrio da microbiota. Ainda ajuda a combater o envelhecimento precoce, uma vez que os antioxidantes da casca migram para a parte comestível durante o cozimento.

Continua após a publicidade

+ LEIA TAMBÉM: É festa de pinhão! Os benefícios e a rica história do alimento

Dicas de uso

Enquanto a farinha não chega ao mercado, a própria semente incrementa o cardápio

+ Cozido
É a forma clássica: vai para a panela de pressão apenas com água e sal. Aí é só descascar e comer.

+ Assado
O pinhão úmido é espalhado numa assadeira, salpicado com sal, e vai ao forno por 20 minutos.

+ Na farofa
Cozido e cortado em lascas, ele leva nova textura a diferentes receitas de farofa de farinha de mandioca.

+ Em doces
Triturada, a semente vira ingrediente de massas de bolo. Picadinha, incrementa o arroz-doce.

  • Continua após a publicidade
    Publicidade