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Ômega-6 afastaria o diabetes

Essa gordura não tão festejada parece ter agora motivos para se gabar contra a glicemia alta. Será que ela ajuda no tratamento?

Por Thaís Manarini 14 fev 2018, 09h24

Uma revisão australiana de 20 estudos englobando dados de 39 740 pessoas concluiu que, quanto maior o consumo de ácido linoleico (uma versão do ômega-6), menor o risco de encarar o diabetes tipo 2. Já o ácido araquidônico, substância originada a partir dessa gordura – e muito associada a processos inflamatórios -, não traria riscos nem benefícios nesse contexto.

Para o nutricionista Dennys Cintra, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os achados devem ser vistos com cautela. Encontrado nos óleos de milho e girassol, o ômega-6 é essencial para o organismo.

“Só que, por ser mais comum na natureza que o ômega-3, é mais fácil sofrer pelo excesso do que pela falta dele”, diz. Aliás, é isso o que costuma ocorrer por aqui – e o resultado é inflamação. “No estudo, o ômega-6 pode ter entrado no lugar da gordura saturada, cujo excesso é prejudicial”, raciocina Cintra.

  • Os diferentes ômegas

    Ômega-3: é reconhecido pela ação anti-inflamatória. Chia, linhaça, nozes, óleo de canola e peixes de água fria são as principais fontes.

    Ômega-6: o ideal seria ingerir três partes dele para uma de ômega-3. Mas estima-se que chegamos a 50 partes para uma, o que contribuiria para estados inflamatórios.

    Ômega-9: outra gordura com habilidade para barrar inflamações. Está no azeite de oliva, no óleo de canola, no abacate e no amendoim.

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