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O vegetarianismo entre os jovens

Eles não são motivados por saúde ao escolher esse estilo de dieta

Por Thaís Manarini 15 jan 2021, 14h27

Intrigados com o aumento do vegetarianismo na população, estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) investigaram o que leva gente de 18 a 24 anos a aderir a esse padrão alimentar. Ao entrevistarem mais de 250 jovens de Porto Alegre e região metropolitana, eles notaram que a proteção do meio ambiente (86%) e a empatia pelos animais (80%) são os grandes gatilhos para a mudança.

A melhora da saúde foi citada por apenas 33% dos participantes. “Nessa faixa etária, não há preocupação com isso”, interpreta Ilton Teitelbaum, orientador do trabalho. Ainda assim, há ganhos. “Se bem-feita, a dieta traz mais qualidade nutricional”, avalia Giuseppe Stefani, nutricionista da PUC-RS, que não participou do estudo.

Tem que fazer ajustes

Ao virar vegetariano, certos nutrientes exigem atenção:

Proteína: Além da carne, aparece em ovos, leite e derivados. Se excluir tudo, Giuseppe orienta variar bastante nos vegetais.

Ferro: É mais bem absorvido quando vem das carnes. Mas o efeito é igual se associar vegetais com ferro às frutas cítricas.

Vitaminas do complexo B: Elas são, segundo Giuseppe, as de maior risco de deficiência. “É bom fazer exames periódicos”, diz.

Cálcio: Ao abandonar leite e derivados, é essencial priorizar vegetais verde-escuros. Também convém ficar de olho em déficits.

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