As possibilidades do alho negro
Cada vez mais cultuado no país, ele esbanja virtudes. Conheça
Mesmo que você não seja metido a cozinheiro, já deve ter ouvido falar do alho negro, ingrediente prestigiado no mundo da gastronomia.
Ele nada mais é que o alho in natura fermentado e maturado, sob condições controladas de temperatura e umidade por alguns dias.
Nesse período, ocorre uma reação química entre os carboidratos e proteínas presentes no vegetal que origina melanoidinas, as substâncias responsáveis pela nova coloração negra.
Mas o melhor é que isso amplifica os compostos fenólicos totais, o que eleva a capacidade antioxidante do alimento.
“Uma cabeça de alho negro equivale a dez de alho comum nutricionalmente. Na Ásia, ele é usado até para fins medicinais”, relata o agrônomo Fernando Kondo, da empresa Alho Negro do Sítio.
Hoje o vegetal é vendido cru, por cabeça, ou em produtos como pastas, geleias, manteigas, mostarda, molho de pimenta e azeite.
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Versão caseira
O alho negro produzido em estufas especializadas é mais apurado, mas dá para quebrar um galho em casa
Ingredientes
Cabeças de alho, quantas quiser e couber na panela
Modo de preparo
Coloque o alho em uma panela elétrica no modo “aquecer”.
O ideal é que nenhuma cabeça fique por cima da outra; então, dependendo do tamanho da panela, dá para fazer de 5 a 10 cabeças por vez. Deixe ligado esquentando a uma temperatura de 45 °C por, em média, três semanas (se for uma panela mais potente, pode ficar pronto antes disso).
Após esse período, retire o alho e deixe descansar por um tempo na geladeira. Pegue as cabeças e descasque. Está pronto! O ideal é consumir o alho negro cru. Basta picá-lo ou finalizar em receitas!
Atenção: o cheiro do alimento fermentado, principalmente nos primeiros dias, é bem forte. O recomendado é que dê para manter a panela numa área mais externa. A produção em apartamentos não é indicada. E cuidado com o ponto: se passar, o alho negro pode ficar amargo em vez de adocicado.
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