Clique e assine VEJA SAÚDE por R$ 5,90/mês

Por dentro do cérebro canino

Neurocientista americano relata em livro bastidores de pesquisa para conhecer a cabeça e as emoções dos cães

Por Diogo Sponchiato - Atualizado em 18 out 2020, 13h02 - Publicado em 18 out 2020, 12h59

Imagine colocar um cachorro dentro de um aparelho de ressonância magnética a fim de captar imagens do cérebro dele e entender como o animal responde fisiologicamente a algumas sensações e emoções. Parece algo trivial, mas, para que o exame ocorra do jeito certo e sem tremeliques nem exponha o bicho a estresse, pode ser uma odisseia.

Pois o neurocientista apaixonado por cães Gregory Berns assumiu esse projeto de sondar a massa cinzenta dos nossos amigos de quatro patas e conta no livro Será Que Ele Me Ama? (clique para comprar) os bastidores, reviravoltas e descobertas dessa jornada.

Na obra, o médico americano recupera os ensinamentos de grandes cientistas que estudaram o comportamento canino e os atualiza com os achados da neurobiologia. No percurso, recheado de histórias pessoais, aprendemos como os cães processam memórias e emoções e expressam empatia e inteligência social.

Desvendando a mente dos cães

Além do tamanho, nosso cérebro e o dos cães têm diferenças estruturais marcantes. Veja só:

Eles realmente nos entendem
Experimentos como os conduzidos pela equipe de Gregory Berns indicam que os cachorros compreendem sinais e expressões humanas e reagem com base neles.

Guiados pelos cheiros
A área do cérebro canino dedicada ao olfato é proporcionalmente bem maior que a nossa. Os odores não só norteiam os bichos no ambiente como estão ligados a memórias.

Amigos dos homens
Os cachorros têm uma inteligência social interespécie muito desenvolvida. Eles aprendem a se comportar e se relacionar com a gente (e outros bichos).

Continua após a publicidade
Publicidade