Clique e assine VEJA SAÚDE por R$ 5,90/mês

Cachorros podem sofrer na fase pós-quarentena

Esses animais merecem atenção redobrada caso os donos retornem ao trabalho presencial durante a pandemia de coronavírus

Por Thaís Manarini - Atualizado em 29 set 2020, 18h23 - Publicado em 29 set 2020, 11h06

Em março, quando a pandemia de coronavírus estourou, um monte de gente passou a trabalhar em casa e a conviver 24 horas por dia com seu pet. “Provavelmente as brincadeiras e os carinhos se intensificaram”, nota Karina Mussolino, gerente técnica do Centro Veterinário Seres, do Grupo Petz, em São Paulo. Agora, se houver planos de uma volta ao escritório, é crucial lembrar que o baque da separação pode abalar o bicho.

De acordo com Karina, alguns demonstram a ansiedade lambendo patas, andando em círculos e grudando nos tutores. “Mas os sinais variam”, pondera a veterinária. Portanto, fique de olho e busque ajuda ao perceber alterações comportamentais relevantes. “Isso evita quadros mais sérios”, argumenta Karina. Ela lembra que o excesso de estresse pode, por exemplo, prejudicar o sistema imune, abrindo portas para doenças oportunistas.

E os gatos?

Na quarentena, não faltaram piadas sobre o incômodo dos felinos ao verem os donos em casa o tempo inteiro — tudo por causa da fama deles de independentes. Para Karina, isso é exagero. “Os gatos são apegados aos tutores. Só que apresentam comportamentos diferentes em relação aos cachorros”, aponta a veterinária. Brincadeiras e carinhos são bem-vindos, sim.

Ilustrações: Eduardo Pignata/SAÚDE é Vital
Publicidade