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O sono dos profissionais de saúde padece

Insônia e cansaço marcam a rotina de quem trabalha na área na pandemia de Covid-19

Por Goretti Tenorio 23 Maio 2021, 10h35

Não pregar o olho, acordar no meio da noite, apelar para remédios na tentativa de descansar… O sono da turma que atua na linha de frente está abalado nestes tempos de Covid-19, mostra uma pesquisa da Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS) e da Associação Brasileira do Sono (ABS).

Um dos maiores do gênero no mundo, o levantamento ouviu médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e demais profissionais de todo o país. “Os resultados revelam o grau de estresse a que os colegas estão expostos”, diz o pneumologista Pedro Genta, um dos coordenadores da iniciativa. “É um alerta para que se criem estratégias de apoio a fim de evitar que a saúde e a qualidade de vida desses profissionais sigam ameaçadas mesmo quando a pandemia chegar ao fim.”

Os fatores associados à piora do sono, segundo o levantamento

Ser mulher: elas em geral acumulam as funções de cuidadoras também em casa, o que turbina o risco de noites maldormidas.

Alterações do peso: o estresse constante desencadeia falta ou aumento do apetite, desregulando o metabolismo.

Perto da Covid-19: a sobrecarga de trabalho e o medo de adoecer fazem parte do dia a dia e afetam o equilíbrio emocional.

Redução na renda: muitos profissionais atuam em alas e serviços que foram fechados, aumentando o receio do desemprego.

Síndrome de burnout: o esgotamento mental relacionado ao trabalho é potencializado pelo sofrimento presenciado nos plantões.

Ansiedade: o número de brasileiros ansiosos parece ter saltado na pandemia. A tensão leva à falta de sono — e vice-versa.

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