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Como lidar com testes genéticos para não afetar a saúde mental

Esses exames trazem informações úteis, mas flagrar uma alteração problemática no DNA — que pode ser compartilhada pela família — não raro abala a cabeça

Por Theo Ruprecht Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jan 2017, 09h15 | Atualizado em 6 jan 2017, 09h15
Testes genéticos
É importante buscar aconselhamento para que o teste genético não vire um telefone sem fio entre a família (Ilustração: Nik Neves/)
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Os exames que inspecionam os genes se disseminaram pela medicina e revolucionaram a forma de detectar, tratar e até evitar várias doenças. “A questão é que essas avaliações, se mal interpretadas, soam como uma condenação”, pondera o geneticista Ciro Martinhago, da Chromosome Medicina Genômica, em São Paulo.

É como se o laudo sentenciasse a pessoa — e seus parentes — a uma vida sem bem-estar. “E, na verdade, a ideia é o oposto disso. Quando bem prescrito, o teste oferece um parecer capaz de mudar para melhor a vida da família, já que o conhecimento de uma mutação estimula medidas que impedem a instalação da doença em si”, diz Martinhago.

Leia também: Exames genéticos contra a depressão

Além de ter isso em mente, vale ler o resultado do exame na presença de um expert apto a explicar seu significado. Assim você não se desespera nem espalha uma notícia equivocada aos seus entes queridos.

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Como informar os familiares sobre uma herança genética desfavorável

Discuta os riscos reais com um profissional: há um nome para esse bate-papo: aconselhamento genético. Tire todas as dúvidas antes de falar com os parentes. Se houver algum panfleto ou outro material de apoio, pegue-o para usar de referência.

Você pode pedir para o médico mediar a conversa: não importa se por carta, telefone ou ao vivo. Em situações mais complicadas, esse contato dá segurança aos envolvidos.

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Combata a própria relutância: não é obrigatório revelar uma alteração no DNA entre quem possui laços sanguíneos. Mas se recusar a abrir o jogo às vezes coloca a saúde de gente próxima em risco. Lembre-se: ninguém é culpado de carregar uma herança qualquer.

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