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À caça da demência no consultório: novo teste promete resultado em minutos

Desenvolvido no Japão, exame simples pode detectar sinais de um possível déficit cognitivo em tempo recorde

Por Diogo Sponchiato 25 abr 2021, 11h09

Cientistas da Universidade Kanazawa, no Japão, estão aperfeiçoando o jeito de investigar o comprometimento da memória e do raciocínio: eles criaram um teste computadorizado feito no consultório médico que dá boas pistas de reveses cognitivos e demência.

O método, realizado em cerca de cinco minutos, exige que o paciente siga as instruções de um programa que trabalha com cores e formas geométricas. Avaliada em idosos japoneses, a ferramenta se mostrou tão efetiva quanto questionários validados mais extensos, nem sempre aplicados na rotina.

A ideia é agregar um instrumento rápido e simples para o profissional de saúde rastrear a presença de déficits na cognição e doenças como o Alzheimer. Mas ele não deve dispensar uma consulta atenta e sensível nem outros exames.

Como é feito o diagnóstico da demência?

Veja o arsenal utilizado pelos médicos:

Avaliação clínica: uma boa consulta, com exame físico e análise do histórico do paciente, é o ponto de partida da apuração.

Testes cognitivos: são questionários e/ou exercícios aplicados pelo médico que ajudam a averiguar falhas e sinais de demência.

Exames de sangue: Servem para descartar outras causas de abalos na memória e no raciocínio — caso de problemas na tireoide.

Métodos de imagem: Tomografia e ressonância são convocadas para excluir doenças que se instalam no cérebro (como tumores).

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