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Tomografia computadorizada: como é feita e para que serve?

Conheça o exame, o aparelho, as aplicações, as contraindicações e tudo sobre sua versão turbinada, o PET-Scan

Por Goretti Tenorio Atualizado em 24 ago 2020, 19h10 - Publicado em 29 out 2018, 17h29

A tomografia computadorizada é, de maneira bem simplista, uma espécie de raio-x que enxerga em 360 graus. Por isso, o exame gera imagens em fatias, que podem ser analisadas de qualquer ângulo. De resultado rápido, está disponível na maioria dos hospitais, tanto para emergências quanto para o diagnóstico de lesões ortopédicas e na investigação de doenças, como câncer e AVC.

Os aparelhos de tomografia computadorizada mais modernos captam imagens detalhadas que reconstroem tridimensionalmente partes do corpo e dão aos médicos uma visão fiel do esqueleto, dos pulmões e das vias aéreas, além de outros órgãos internos.

Para que serve

Para diagnosticar inúmeras doenças e pequenas alterações em vários setores do organismo humano. Por exemplo: a tomografia pode avaliar traumas cranianos ou, por causa dos seus resultados rápidos, ajudar a encontrar acidentes vasculares cerebrais nos prontos-socorros.

Além disso, o procedimento detecta tumores e processos infecciosos de diferentes órgãos. Sinais importantes de alerta, como hemorragias, aneurismas, perfuração de alças intestinais e até infartos também são detectados com o exame.

Pensa que acabou? Pois dá também para checar o estado das articulações e os discos da coluna com o método.

Como é feito

Deita-se na mesa do aparelho (chamado de tomógrafo), em posição que varia conforme a parte do corpo a ser escaneada. Por meio de ampola de raios-x e detectores, o equipamento capta diversas imagens durante alguns minutos.

Em alguns casos, é necessário administrar contraste iodado – pela boca, por sondas ou pelas veias do paciente. A substância ajuda a definir melhor vasos sanguíneos e lesões.

Para quem não é alérgico, a substância é segura. Mas pode gerar reações adversas, como náuseas e dor de cabeça.

E o PET-Scan?

Existe, ainda, a tomografia computadorizada por emissão de pósitrons (ou PET, sigla em inglês para Positron Emission Tomography). Ela une a tomo tradicional com métodos que mensuram a atividade metabólica de algum órgão ou região do corpo.

E isso pode ser útil em vários cenários. Veja o caso do câncer por exemplo: um tumor maligno, para crescer, costuma consumir energia aos montes, o que é notado pelo exame de PET-Scan. Com isso, fica mais fácil perceber eventuais focos da doença espalhados no corpo de uma pessoa.

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O mesmo vale para infecções e algumas doenças neurológicas. No caso do Alzheimer, a falta de atividade metabólica em certas regiões do cérebro indica o avanço da enfermidade.

O paciente, antes de ir para a sala do exame, recebe uma infusão de glicose com algum composto radioativo. Pois é justamente a quebra dessa molécula que vai mostrar o funcionamento (ou não) de um órgão.

Resultados

As cores, que aparecem em escalas de cinza, têm papel fundamental na interpretação das imagens, seja com uso de contraste ou não. Com elas, os médicos procuram alterações nas estruturas do corpo.

Apesar da rapidez na geração das imagens, o laudo é um pouco mais demorado. Isso porque o material obtido passa por uma análise detalhada.

Periodicidade

A tomografia computadorizada usa até 500 vezes mais radiação ionizante do que os raios-x convencionais. Por isso, o médico deve atentar à frequência do exame, já que a radiação se acumula no organismo e está associada a males como o câncer.

Os aparelhos atuais apresentam mecanismos que regulam a quantidade de raios-x conforme a necessidade, o que permite diminuí-la em algumas situações. O Colégio Brasileiro de Radiologia recomenda que a dose de radioatividade em exames como a tomografia seja registrada no laudo para controlar a exposição anual a ela.

Principais cuidados e contraindicações

A tomografia não é indicada para gestantes. Indivíduos asmáticos ou alérgicos precisam de avaliação do radiologista antes do uso de contraste. Neste caso, o especialista pode medicá-los antes de a substância ser utilizado ou até mesmo proibi-la.

Converse com o médico sobre suas condições de saúde e responda aos questionários feitos previamente com sinceridade.

Fontes: Fábio Porto, neurologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo
Marcio Garcia, radiologista do Grupo Lavoisier, em São Paulo
Roberto Rached, fisiatra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

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