Zinco quelado: o que é e quando tomar?
Maioria dos suplementos de zinco no mercado são quelatados. Entenda o que isso significa e os tipos disponíveis
O zinco é um mineral fundamental para a nossa saúde. Ele ganhou fama na pandemia como uma suposta solução contra a covid-19 e, embora hoje esteja claro que ele nada faz para combater o coronavírus, isso não o torna menos importante para outras várias funções no organismo.
Como não é produzido pelo corpo, o zinco necessariamente precisa ser obtido através da alimentação. Para algumas pessoas que não conseguem só obtê-lo em níveis adequados por meio do prato de comida, os suplementos também podem entrar em cena. É nessa hora que uma variedade de nomes surgem na frente e causam confusão, como o zinco quelato (ou quelado).
Afinal, o que é essa versão do zinco? E qual a diferença dele para outros suplementos mais baratos que você certamente já viu nas prateleiras de farmácias e lojas especializadas? Entenda melhor.
Qual a diferença do zinco quelato para outros tipos de zinco?
É preciso tomar cuidado para não confundir os termos. Tecnicamente, grande parte dos suplementos de zinco encontrados no mercado hoje podem ser enquadrados como “quelatos”, embora nem todos sejam vendidos com esse nome.
Um suplemento desse tipo é um quelato quando ganha um “revestimento” orgânico, que pode ser feito de ácidos e aminoácidos, para ser mais facilmente absorvido pelo organismo. Você pode encontrar zincos quelatos diferenciados pelo tipo de substância usada para se ligar à molécula, sob nomes como picolinato de zinco, gluconato de zinco, citrato de zinco, entre outros – todos são formas quelatadas.
É diferente do que ocorre quando se fala no ferro quelato, que ainda concorre com o sulfato de ferro, um sal inorgânico, no mercado de suplementos. Embora também haja suplementos inorgânicos de zinco, como o sulfato de zinco ou o óxido de zinco, eles não são tão populares quanto as versões quelatadas.
De forma geral, um zinco quelato tem as seguintes características: é mais bem absorvido e tem menos efeitos colaterais, mas é mais caro do que um suplemento de zinco na forma de sal inorgânico.
Já entre as várias opções de zincos quelatos, a indicação pode variar: o nível de absorção, sua solubilidade e a presença do próprio mineral naquele suplemento dependem do tipo específico e até da marca; por isso, vale ouvir um profissional de saúde antes de escolher o melhor suplemento.
Quem pode se beneficiar do zinco quelato?
Como ocorre com qualquer suplemento alimentar, o ideal é sempre utilizá-lo somente caso não seja possível obter os níveis adequados do nutriente pelo prato de comida mesmo.
Em geral, a suplementação de zinco é indicada para pessoas com deficiência comprovada desse nutriente, e que tenham algum tipo de problema de absorção, seja por doenças subjacentes (como o Crohn), por restrições alimentares (como uma dieta vegana ou vegetariana), pela idade ou em situações pontuais que demandam uma dose extra de nutrientes, como a gestação.
Nessas situações, algum tipo de zinco quelato pode ser um bom aliado, graças à biodisponibilidade e a menor presença de efeitos colaterais. O melhor tipo, no entanto, pode variar. É bom lembrar que, assim como a deficiência de zinco traz encrencas à saúde, o excesso desse mineral também pode se revelar tóxico para o organismo.
Por isso, não se deve fazer a suplementação sem orientação profissional e um monitoramento rotineiro de eventuais sintomas e dos níveis do mineral em exames de sangue.







