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Uma terapia à base de gargalhadas

É isso mesmo. A risoterapia, embora ainda pouco estudada, tende a trazer repercussões positivas inclusive para a imunidade

Piadas, expressões faciais, movimentos corporais… Nessa terapia de grupo, são usadas várias estratégias para a pessoa gargalhar aos montes e relaxar. E o que parece brincadeira pode gerar frutos palpáveis à saúde, como mostra um estudo da Universidade Kyung Hee, na Coreia do Sul. Por duas semanas, 38 mulheres foram a sessões de risoterapia com um especialista, enquanto outras 38 seguiram com sua vida.

Ao analisar o sangue delas, os cientistas notaram uma melhor resposta das defesas do corpo na primeira turma. “As risadas alegram. E a alegria beneficia o sistema imune“, diz Ricardo Wainer, psicólogo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Ele só pede para não encarar a prática como um tratamento – e sim como uma forma de aplacar o estresse.

Os sorrisos do dia a dia

Eles também contam. Aliás, tudo o que nos deixa felizes abranda a ansiedade e outros sentimentos que acarretam mal-estar. Só não vale partir para comportamentos que, embora tragam satisfação imediata, estão ligados a um sentimento posterior de culpa – é o caso do sujeito que se entope de sorvete e depois fica preocupado com o ganho de peso. Melhor ver um filme de comédia!

Princípios da risoterapia

O método é bem aberto, mas envolve alguns preceitos básicos

Bom humor

É o ponto principal. Quase todas as atividades visam, de algum jeito, colocar um sorriso na cara de seus praticantes.

Altruísmo

De certa forma, fazer o outro rir é propagar o bem. Mas a risoterapia vai além e incentiva diversas atitudes que beneficiam terceiros.

Otimismo

O indivíduo é sempre estimulado a pensar em coisas boas e a ver o copo meio cheio.