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Sono ruim pode disparar a asma

Estudo norueguês indica que noites maldormidas resultaram em problemas respiratórios

Quase 6,5 milhões de brasileiros acima de 18 anos têm asma, estima o Ministério da Saúde. Frequentemente associada à poluição, obesidade, infecções virais e histórico familiar, a doença, responsável por mais de 100 mil internações no SUS, começa a ganhar novos fatores de risco a partir de pesquisas recentes sobre o assunto.

Um artigo publicado no European Respiratory Journal, por exemplo, sugere que adultos com insônia crônica têm um risco até três vezes maior de desenvolver asma em comparação aos livres dessa encrenca. Com a pulga atrás da orelha por causa da alta incidência de insônia entre asmáticos, cientistas da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, em Trondheim, decidiram investigar se há uma relação entre as duas condições.

Durante aproximadamente 11 anos, foram levados em consideração sintomas como dificuldade de adormecer, acordar antes da hora e não conseguir pregar os olhos em seguida… Ao fim da análise, a turma que brigava com o travesseiro quase todas as noites estava 108% mais propensa a apresentar asma. Para quem afirmou ter um sono não reparador pelo menos uma vez por semana, a probabilidade de colocar a saúde respiratória nesse baita sufoco era 94% maior.

Até mesmo sair da cama antes do relógio despertar muitas vezes por mês representaria um aumento de 92%. “Embora inicial, o estudo mostra que as alterações no organismo causadas pela privação do sono podem prejudicar as vias respiratórias. Por isso, tratar a insônia é uma boa maneira de prevenir a asma”, declarou Linn Beate Strand, autora do estudo, à imprensa.