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Remédios para gastrite como omeprazol aumentam o risco de câncer? Estudo tira a limpo essa dúvida

Uma nova pesquisa, que analisa dados da população do norte da Europa colhidos ao longo de quase 30 anos, ajuda a esclarecer essa preocupação

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
27 jan 2026, 13h45 • Atualizado em 27 jan 2026, 15h44
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Omeprazol, pantoprazol e afins: inibidores da bomba de prótons são receitados para tratar gastrite e refluxo (Freepik/Freepik)
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  • Uma pulga atrás da orelha, e ainda plantada por alguns estudos. Era assim que pacientes e médicos podiam encarar a suposta associação entre o uso de medicamentos populares como omeprazol e pantoprazol e o maior risco de desenvolver, com o tempo, câncer de estômago.

    Era algo contraintuitivo: como remédios que tratam gastrite, refluxo e úlcera gástrica poderiam armar o terreno para um tumor aparecer justamente no seu órgão-alvo?

    O fato é que, desde a década de 1980, se especula que poderia haver uma ligação entre esses comprimidos e a doença, e pesquisas chegaram a corroborar a hipótese.

    No entanto, essas pesquisas sofriam, segundo os especialistas, de importantes falhas metodológicas. Ou seja, seus resultados não eram tão confiáveis. Na prática clínica, não faria sentido deixar de tomar a medicação para gastrite, até porque, quando o problema não é tratado, ele poderia aumentar a propensão a um câncer gástrico.

    Agora, um trabalho europeu veio tirar a limpo essa história. Seu intuito foi analisar, por meio de um banco de dados populacionais, se havia mesmo uma relação entre os inibidores da bomba de prótons a classe de omeprazol, pantoprazol e companhia —, e o maior risco de desenvolver um tumor no estômago no longo prazo.

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    O resultado, publicado no respeitado periódico The British Medical Journal, traz certo alívio a médicos e pacientes. A utilização dos comprimidos não foi associada a um aumento nos casos da doença. “É uma descoberta valiosa para a tomada de decisões clínicas”, escreveram os autores da investigação.

    Omeprazol e câncer: uma nova conclusão

    O estudo se baseia numa análise apurada de dados oriundos de pessoas de cinco países nórdicos Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia — colhidos ao longo de um período de 26 anos, de 1994 a 2020.

    No total, mais de 172 mil cidadãos foram contemplados na investigação, sendo que 17 232 deles foram diagnosticados com câncer de estômago. O que os cientistas do Instituto Karolinska e outros centros de saúde fizeram foi comparar, por meio de refinados métodos estatísticos, o impacto do uso prolongado dos inibidores de bomba de prótons nos dois grupos o que teve e o que não teve a doença.

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    A equipe ainda levou em consideração aspectos que poderiam influenciar esse desfecho, tais como idade, sexo, histórico de tabagismo, consumo de bebida alcoólica, obesidade e tratamento da bactéria H.pilory, que favorece o surgimento da doença no estômago. Após o ajuste desses fatores, a análise não encontrou associação entre os comprimidos de omeprazol e afins e o maior risco de câncer gástrico. 

    “Esse estudo foi desenvolvido com o objetivo de esclarecer uma dúvida sobre os riscos de medicações largamente utilizadas na sociedade. Elas são seguras, mas, como todo remédio, podem se relacionar a algumas complicações”, comenta o oncologista Alexandre Jácome, líder nacional da especialista de tumores gastrointestinais da Oncoclínicas.

    “O trabalho ajuda a esclarecer essa dúvida sobre uma suposta associação dessas drogas com o câncer de estômago, não revelando um aumento do risco da doença entre pessoas que fazem uso das medicações por mais de um ano”, prossegue o especialista. 

    Por ser um estudo observacional, o trabalho não permite tirar conclusões definitivas. E há aspectos que não puderam ser mensurados adequadamente, como detalhes da dieta e o histórico familiar de tumores de estômago. ]

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    Feitas essas ressalvas, a pesquisa traz uma metodologia mais confiável do que as anteriores e se ampara em dados robustos de mais de 170 mil pessoas acompanhadas por quase 30 anos.

    “Essa pesquisa nos tranquiliza, mas também reforça a orientação de que toda medicação deve ser utilizada quando estritamente necessária e sob orientação médica”, argumenta Jácome. 

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