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O que é vitiligo e quais seus sintomas e tratamentos

Essa doença de pele autoimune provoca, entre os sinais, manchas brancas pelo corpo. Conheça suas causas e o que fazer

Por Goretti Tenorio e Chloé Pinheiro
21 abr 2018, 14h00 • Atualizado em 1 set 2023, 18h36
Tratamentos para curar vitiligo
O vitiligo não passa, nem afeta diretamente a saúde física. (Foto: Ricardo Jayme/SAÚDE é Vital)
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  • Muita gente conhece o vitiligo por conta das manchas brancas que ele provoca na pele.

    Apesar de não ser transmissível nem abalar diretamente a saúde física do indivíduo, o vitiligo é cercado de estigmas que abalam a saúde mental e a vida dos indivíduos acometidos.

    A seguir, entenda por que ele acontece e como é feito o tratamento.

    O que é vitiligo

    O vitiligo é uma doença autoimune que provoca, como sintoma, manchas brancas na pele. Se nada for feito, as marcas vão crescendo e se espalhando.

    Isso ocorre porque os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina (substância que colore a pele), começam a ser atacadas por algum motivo desconhecido pelo sistema de defesa.

    Sem o pigmento, a cor da pele muda, os pelos do local afetado nascem brancos — e a região fica sensível a queimaduras solares.

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    Por alterar a aparência, muitas vezes ele vem acompanhado de autoestima baixa, ansiedade e outras repercussões emocionais que levam à depressão. Aí que está: esse e outros transtornos psicológicos podem agravar os efeitos do vitiligo na pele.

    Sinais e sintomas

    • Manchas brancas espalhadas pelo corpo

    Em alguns casos, há relatos dor e sensibilidade na região afetada, mas, na maioria das vezes, a mudança de cor é a única queixa.

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    (Freepik/Divulgação)
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    Fatores de risco

    A causa ainda não está totalmente estabelecida, mas alguns financiadores já foram identificados pela ciência.

    • Histórico familiar
    • Exposição a toxinas em excesso
    • Estresse ou outros abalos emocionais, que podem ser gatilho para a condição
    • Lesões importantes, como traumatismo craniano

    A prevenção

    Não existem maneiras conhecidas de evitar essa doença, mas, por ter um componente hereditário, parentes de indivíduos com ela devem ficar atentos aos seus primeiros sinais. Quanto mais cedo o vitiligo for identificado, maior a chance de ser controlado.

    O diagnóstico

    O dermatologista detecta as manchas com um exame físico, mas testes complementares, como coleta de sangue e a biópsia de uma região atingida, podem ser solicitados para descartar outros distúrbios autoimunes e medir o nível de melanócitos na derme. Em quem tem a pele naturalmente muito branca, utiliza-se um aparelho chamado de lâmpada de Wood, que localiza as lesões.

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    O tratamento

    Certos medicamentos induzem a produção de melanina nos locais acometidos e tentam controlar o sistema imune para que ele cesse os ataques aos melanócitos. Se as manchas não crescem há mais de um ano, dá pra recorrer a um transplante que retira melanócitos de partes saudáveis da pele e aplica essas células pigmentadoras em outras já esbranquiçadas pelo vitiligo.

    A terapia com banhos de luz ou aplicação de laser também ajuda a barrar a morte dos melanócitos e até chega a reativá-los. Em determinadas situações, a enfermidade regride bastante ou até é curada, porém isso depende do organismo do paciente. E, claro, da vontade dele em se submeter ao tratamento.

    Além disso, às vezes é preciso fazer acompanhamento psicológico para diminuir o impacto emocional da doença. Outra estratégia é procurar o auxílio de nutricionistas, já que a dieta influencia na reposta do corpo ao tratamento. Esses profissionais costumam prescrever alimentos ricos em vitamina B12, como carnes e ovos, e vitamina C, a exemplo das frutas cítricas.

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