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Ministério da Saúde estuda programa para tratar menopausa no SUS

Pasta deve convidar pesquisadores da Unicamp para conversar sobre atendimentos e medicações voltadas a essa fase

Por Redação VEJA Saúde 29 out 2026, 09h58
Médico de jaleco branco cumprimentando uma mulher idosa de cabelos curtos e óculos, vestindo camiseta rosa, em um consultório médico. Ambos sorriem, com um laptop e documentos na mesa.
Ministro irá discutir atendimentos médicos para mulheres na menopausa. (Magnific/Magnific)
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O Ministério da Saúde pretende discutir a criação de um programa nacional da rede pública voltado à saúde de mulheres na perimenopausa e na menopausa.

A proposta foi anunciada na terça-feira, 27, pelo ministro Alexandre Padilha, que informou que planeja debater a iniciativa com especialistas do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O que sabemos

O convite foi feito durante uma visita de Padilha ao Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp. Segundo o ministro, a discussão com a Unicamp deverá abordar temas como medicamentos e práticas de cuidado para mulheres nessa fase da vida.

Ainda não há informações sobre quais tratamentos poderão ser incluídos, como o atendimento será organizado ou quando a iniciativa poderá sair do papel.

Em nota, a universidade informou que, segundo Padilha, a medida integra uma proposta de reorganização do Sistema Único de Saúde (SUS) para os próximos quatro anos.

Durante a visita, o ministro também conheceu o equipamento Hologic Horizon Wi, instalado na área de Medicina Nuclear do HC. A tecnologia amplia a capacidade de realização de exames de densitometria óssea, usados para avaliar a saúde dos ossos e auxiliar no diagnóstico de alterações como a osteoporose.

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“A tecnologia permite avaliar a saúde dos ossos e contribui para o acompanhamento de mulheres no climatério e na menopausa, além de pacientes em tratamento oncológico, conforme indicação clínica”, disse o Ministério da Saúde, em nota.

Quem é o CAISM

O Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) da Unicamp já colaborou com iniciativas do Ministério da Saúde em áreas como prevenção do câncer do colo do útero e contracepção.

“O CAISM foi sempre uma referência nacional e ajudou o SUS a organizar o cuidado materno-infantil”, disse o ministro.

A instituição participou dos estudos iniciais no Brasil sobre o teste molecular de DNA-HPV, método de rastreamento que identifica o papilomavírus humano (HPV), associado à maioria dos casos de câncer do colo do útero.

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O centro também acompanha a utilização do Implanon, implante contraceptivo que passou a ser oferecido gratuitamente pelo SUS.

Padilha citou essas experiências ao anunciar que pretende convidar pesquisadores do Caism para discutir o programa voltado a mulheres na transição para a menopausa e na menopausa.

Cuidados na perimenopausa e menopausa

A perimenopausa é período de transição para a menopausa. Esta, por sua vez, é caracterizada pela interrupção definitiva da menstruação e marca o fim natural da fase reprodutiva feminina.

Nesse momento, diversas mudanças podem ocorrer no corpo da mulher, como ciclos irregulares, fogachos e suores noturnos, alterações no sono e no humor (irritabilidade, ansiedade e sintomas depressivos), dificuldade de memória e concentração, ressecamento vaginal e desconforto nas relações sexuais.

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Além disso, sintomas urinários e dores musculares e articulares também podem surgir. E a queda do estrogênio, típica dessa fase, ainda pode acelerar a perda de massa óssea, o que aumenta o risco de osteoporose, e está associada a um maior risco cardiovascular.

É por isso que a menopausa exige um cuidado integral para as mulheres. Para sanar o sintomas, hábitos como atividade física, alimentação equilibrada e manejo do estresse podem ser fundamentais.

Já quando os sintomas são moderados ou intensos, a terapia hormonal pode ser indicada. Hoje existem novidades inclusive para mulheres que não podem recebê-la.

O acompanhamento deve incluir exames de rotina, como mamografia, densitometria óssea e avaliação de colesterol, pressão e glicemia, além de atenção psicossocial.

*Com informações da Unicamp e do Ministério da Saúde

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