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Hepatite D: conheça a “superinfecção” do fígado

Essa versão da doença só acontece se a pessoa já teve hepatite B. E, quando ocorre, leva a problemas ainda mais graves

Por Maurício Brum
23 nov 2025, 07h31 • Atualizado em 23 nov 2025, 07h31
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As hepatites virais são a principal causa de câncer no fígado (Foto: Erika Onodera/SAÚDE é Vital)
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  • Quando o assunto é hepatite, são tantas letras para diferenciar as doenças que é até fácil se confundir. Mas, com a hepatite D, não tem erro: trata-se de uma versão mais grave da doença, e que está diretamente relacionada à hepatite B.

    As duas doenças só podem ocorrer juntas, o que coloca o fígado sob grande risco quando a hepatite B já entrou no estágio considerado crônico. A coinfecção com essas características leva a uma evolução mais rápida para os desfechos mais negativos e fatais relacionados à saúde hepática, como uma cirrose ou um carcinoma hepatocelular.

    Por que a hepatite D depende da B para se instalar?

    O vírus da hepatite D, também chamado de VHD ou Delta, não consegue sobreviver nem se replicar no organismo sem a presença do vírus VHB, que causa a hepatite B.

    Em função disso, uma pessoa só pode sofrer com a hepatite D se já tem a B antes. No entanto, mesmo nessas circunstâncias pode haver variações na gravidade do quadro, dependendo de quão antiga é a infecção pelo VHB. Caso a hepatite B já tenha se tornado crônica (isto é, perdura há mais de seis meses), a D tende a ser ainda mais grave.

    Como a hepatite D só ocorre quando a pessoa já tem a outra doença previamente, o quadro ameaça ainda mais a saúde do fígado por gerar duas infecções simultâneas, agravando os sintomas, acelerando a evolução e prejudicando o tratamento.

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    +Leia também: Silenciosas, hepatites B e C são as principais causas do câncer do fígado

    Como é a prevenção e o tratamento

    O modo de contágio da hepatite D e da B é o mesmo, por meio do contato com fluidos ou sangue infectado, o que pode ocorrer através de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos de uso pessoal ou agulhas (como no uso de drogas) ou, de forma mais rara, na transmissão mãe-bebê durante a gestação, parto ou amamentação.

    A prevenção, portanto, é a mesma nos dois casos: embora não exista um imunizante contra a hepatite D, a vacina contra a hepatite B também ajuda a preveni-la, já que evitar a primeira doença é o passo indispensável para que a segunda não se desenvolva. O uso de preservativos nas relações sexuais é outra maneira de minimizar os riscos de contágio.

    A versão crônica da doença não tem cura, sendo necessário realizar tratamentos contínuos para proteger o fígado ao máximo. Isso pode envolver o uso de medicamentos antivirais e adequações no estilo de vida, como a interrupção do consumo de álcool e de fármacos que podem exigir mais do fígado, como o paracetamol.

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    Manifestações mais graves causadas por essas hepatites, como um carcinoma hepatocelular ou uma cirrose, podem exigir abordagens como cirurgia ou transplante de fígado, dependendo das características do caso e da avaliação médica.

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