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Cápsula que vê o intestino está mais acessível

Décadas depois da invenção, convênios passam a custear o procedimento no país

Por Chloé Pinheiro Atualizado em 1 out 2021, 10h39 - Publicado em 29 set 2021, 16h00

Endoscopia e colonoscopia, os exames usados para estudar o aparelho digestivo, não conseguem visualizar o intestino delgado, porção importante do sistema. Há até pouco tempo, às vezes era preciso até realizar uma cirurgia exploratória para averiguar possíveis problemas na área, como sangramentos — e em alguns casos ainda é assim.

Pois um procedimento bem mais simples e moderno acaba de entrar no rol daqueles a serem cobertos pelos convênios. Trata-se da PillCam, uma cápsula descartável, com menos de 3 cm de comprimento, que contém uma câmera capaz de visualizar e fotografar as paredes dessa região de difícil acesso.

“A novidade vai nos ajudar muito, pois até 85% dos casos de sangramento digestivo ocorrem no intestino delgado”, contextualiza Paula Poletti, gastroenterologista do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, uma das precursoras no uso da técnica, que há 20 anos esperava pela incorporação no Brasil.

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Veja como funciona a cápsula

O método permite avaliar por horas o funcionamento do intestino. Eis o esquema:

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A cápsula: Mais ou menos do tamanho de um suplemento vitamínico, ela deve ser engolida depois de um período de jejum.

A captação: Dotada de uma câmera e lâmpadas de LED, ela faz até 72 mil imagens do trato digestivo inteiro, durante cerca de oito horas.

A transmissão: Nesse período, a pessoa veste um cinto que capta em tempo real as imagens enviadas pela cápsula e as registra em um gravador.

O filme: A cápsula é expelida normalmente com as fezes. O gravador é lido por um aparelho que converte as fotos em vídeo.

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