Assine VEJA SAÚDE por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Novos casos farão o Brasil perder seu certificado de país livre do sarampo

Infecções pelo sarampo no Pará mostram que o vírus segue circulando pelo país. Ministério anuncia medidas para contra-atacar o problema

Por Agência Brasil
Atualizado em 20 mar 2019, 15h41 - Publicado em 20 mar 2019, 13h52

O Brasil perderá o certificado de país livre do sarampo. O Ministério da Saúde informou à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o registro de um caso de sarampo endêmico no Pará – ou seja, transmitido entre pessoas que moram na região. Com isso, as infecções por esse vírus se estenderam por mais de um ano, o que inviabiliza a manutenção do certificado, emitido em 2016.

O país iniciará um plano com duração de um ano para retomar o status. Em comunicado, o ministro Luiz Henrique Mandetta informou que as taxas de vacinação caíram muito nos últimos anos e precisam voltar ao patamar de 95% de adesão.

“Nosso plano consiste em encaminhar medidas importantes ao Congresso Nacional, como a exigência do certificado de vacinação, não impeditiva, de ingresso na escola e no serviço militar. Reforçaremos, ainda, o monitoramento da vacinação, por meio dos programas de integração de renda e como norma para os trabalhadores de saúde”, disse.

Outra medida é a veiculação de uma campanha, em abril, para estimular a vacinação contra a doença nos estados do Amazonas, Roraima e Pará, que, desde o ano passado, registram a transmissão ativa do vírus. O foco são crianças de seis meses a menores de cinco anos, público mais sujeito às consequências graves do sarampo.

Continua após a publicidade

Os primeiros casos dessa infecção foram identificados em fevereiro de 2018. A partir daí, o bloqueio vacinal foi intensificado, com campanhas específicas em Roraima e em Manaus no primeiro semestre. A campanha nacional para as crianças ocorreu em agosto.

Casos atuais de sarampo

De acordo com o Ministério da Saúde, até 19 de março de 2019, 48 episódios de sarampo foram confirmados no Brasil, sendo 20 importados e 28 endêmicos. Dos casos transmitidos entre moradores, 23 foram registrados no Pará e cinco no Amazonas. Em 2018, 10 326 pessoas foram atingidas pela enfermidade.

Continua após a publicidade

E atenção: a vacina contra o sarampo deve estar sempre disponível nos postos de saúde.

Esse problema provoca infecções respiratórias, otites, diarreia e doenças neurológicas. Algumas das sequelas são redução da capacidade mental, cegueira, surdez e retardo do crescimento. Nos casos mais graves, ele pode matar.

Este conteúdo foi publicado originalmente na Agência Brasil.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

A saúde está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA SAÚDE.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.