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Algoritmo calcula o risco cardíaco

Máquinas são ensinadas a medir grau de endurecimento das artérias em tomografias

Por Chloé Pinheiro 1 out 2021, 15h58

A inteligência artificial já ajuda a rastrear obstruções e outras encrencas nas artérias do coração, situação que pode culminar em um infarto. Tradicionalmente, o comprometimento desses vasos é calculado pelo escore de cálcio.

“No método convencional, a tomografia precisa ser feita com um eletrocardiograma para sincronizar a captura de imagens com a pausa entre os batimentos cardíacos. Só que, nas tomografias de tórax comuns, coração e artérias aparecem borrados por causa do movimento”, relata Felipe Kitamura, head de Inovação em Operações Diagnósticas da Dasa.

Ele participou da validação de um algoritmo desenvolvido pela Universidade Stanford, nos Estados Unidos, capaz de enxergar a calcificação das artérias mesmo desfocadas. “É uma maneira de ampliar o rastreio da doença coronariana, ainda mais agora, com muitas tomografias sendo feitas para Covid-19”, comenta.

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Como treinar uma máquina

Programa é inspirado no funcionamento do cérebro humano:

O algoritmo: Um algoritmo nada mais é do que uma sequência de ações que um programa de computador deve executar — um código

O aprendizado: Os especialistas alimentam o programa com dados para que ele aprenda a “pensar” por conta própria.

Comparativo: O algoritmo analisou tomografias borradas e nítidas das mesmas pessoas para mapear padrões de calcificação.

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