Clique e assine VEJA SAÚDE por R$ 6,90/mês

Dá para controlar os sintomas do Parkinson com exercícios em casa

Estudo revela que, mesmo sem acompanhamento presencial, os pacientes tiram proveito de atividades físicas em segurança

Por Theo Ruprecht - Atualizado em 7 fev 2020, 11h33 - Publicado em 7 fev 2020, 10h33

A neurologista Nicolien van der Kolk tem duas boas notícias para indivíduos com Parkinson, condição marcada por tremores e rigidez da musculatura: “Em primeiro lugar, eles conseguem fazer atividades aeróbicas em intensidade moderada sem supervisão direta. Em segundo, essas práticas atenuam os problemas motores”.

Ambas as conclusões vêm de uma investigação que a expert conduziu no Centro Médico Universitário Radboud, na Holanda. Ela e seus colegas recrutaram 130 voluntários com Parkinson e os separaram em dois grupos: um pedalava numa bicicleta ergométrica em casa, enquanto a outra só se alongava — as duas recebiam apoio de profissionais a distância.

Após seis meses, a primeira turma reportou uma melhora mais acentuada dos sintomas, sem apresentar nenhum risco adicional. Só que, antes de entrar na vida ativa, é imprescindível conversar com o doutor.

Os cuidados exigidos

Autorização médica: alguns quadros frequentes do Parkinson pedem atenção redobrada ou exames adicionais.

Continua após a publicidade

Medicamentos: é necessário esperar os remédios surtirem efeito para começar o treinamento com segurança.

Alongamento: esticar o corpo inteiro auxilia a evitar a atrofia muscular típica dessa enfermidade.

Sinais de alerta: se sentir tontura ou estiver perdendo o equilíbrio, suspenda a sessão e marque uma consulta.

Outras atividades

Alguns especialistas prescrevem treinos complexos, com múltiplos estímulos, para desenvolver o equilíbrio e a coordenação das vítimas do Parkinson. A dança é uma modalidade que cumpre esses requisitos, por exemplo. Entretanto, quanto maior o desafio, maior a necessidade de supervisão e também o preparo prévio.

Publicidade