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Mesmo após sofrer um AVC, não é bom ficar parado

Apostar nas atividades físicas é uma maneira de afastar fatores de risco ligados a um segundo acidente vascular cerebral

Por Theo Ruprecht 18 abr 2020, 10h30

Um em cada quatro AVCs atinge quem já sofreu com o problema antes — e, aí, o susto tende a ser mais grave. A boa notícia: mexer o corpo ajuda a evitar que o raio caia duas vezes no mesmo lugar.

Em uma revisão de 20 estudos, que somou mais de mil pacientes, cientistas de instituições inglesas mostraram, entre outros benefícios, que o exercício reduz a pressão sistólica em 4,3 mm/Hg e a diastólica em 2,5 mm/Hg. Esse efeito é similar ao de remédios para hipertensão usados na prevenção de um AVC.

Em conjunto, as medicações e o esforço físico trariam vantagens ainda maiores. “Os resultados também sugerem que a atividade física é segura, mesmo no início da recuperação”, diz Ali Ali, gerontologista do Sheffield Teaching Hospital, que coordenou o levantamento.

  • O papel da educação

    O estudo traz outro ponto interessante: os benefícios de suar a camisa são potencializados quando o indivíduo recebe instruções claras sobre como manejar os sintomas e evitar um novo acidente vascular cerebral. Mais um motivo para manter um contato próximo com os profissionais responsáveis pelo tratamento.

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