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Recuperação do AVC pode ser feita pela tela do celular

Chega ao país o primeiro aplicativo com atividades para tratar as sequelas desse mal, que afeta 2 milhões de brasileiros por ano

Cerca de 40% dos indivíduos que sobrevivem ao acidente vascular cerebral (AVC) desenvolvem a espasticidade, uma forte contração muscular parecida com uma cãibra. Até então, a única forma de amenizá-la era a fisioterapia clássica. Mas um lançamento vai mexer com esse cenário: o aplicativo i-GSC, criado no Hospital Universitário Henri Mondor, na França, acaba de ser trazido para o Brasil.

O programa é personalizado e conta com uma série de vídeos com exercícios que devem ser feitos em casa. “A tecnologia dá ao paciente uma participação mais ativa em sua melhora, além de fornecer estatísticas e relatórios valiosos”, avalia o fisiatra Tae Mo Chung, da Universidade de São Paulo.

O app está disponível para celulares Android e iOS. O acesso ao conteúdo é liberado pelo médico.

É na palma da mão

Veja os detalhes do i-GSC, sigla em inglês para “Manual de Autorreabilitação Guiada”

Dados básicos

Num primeiro momento, é necessário preencher um formulário com as características da pessoa que sofreu o derrame, como sexo, idade e área do corpo com sequelas.

Ombro amigo

Um exemplo de exercício pede para “abraçar” um familiar com os braços esticados. Depois, é preciso alongar a cabeça. Outra missão está em tocar com os dedos um alvo colocado no alto de uma parede e voltar à posição inicial. Esse gesto pode ser repetido algumas vezes. Veja uma ilustração abaixo dessas práticas:

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Não é só a fisioterapia clássica que pode ajudar na recuperação de quem passou por um AVC. Entenda (Ilustração: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital)