Assine VEJA SAÚDE por R$2,00/semana
Imagem Blog

Boa Pergunta

Por Blog
Dúvidas sobre saúde enviadas pelos leitores e leitoras são respondidas com o apoio de profissionais da área.
Continua após publicidade

O que acontece se eu comer selênio de menos (ou de mais)?

Comum na castanha-do-pará, este mineral previne infecções, problemas na tireoide e Alzheimer. Mas o excesso pode ser tóxico. Conheça os limites

Por Giovana Feix
Atualizado em 6 dez 2019, 16h22 - Publicado em 26 out 2017, 19h10

“Uma castanha-do-pará por dia para cuidar da saúde”: você provavelmente já se deparou com essa máxima por aí. E o culpado por isso tem nome: selênio, mineral abundante nessa oleaginosa e que é essencial para o bom funcionamento do corpo.

Por causa de suas funções antioxidantes, ele fortalece o sistema imunológico e ajuda na prevenção de um rol de doenças, desde disfunções na tireoide até o Alzheimer, passando, no meio desse caminho, pelo câncer. Não à toa, a leitora Daniela Gomes pediu mais informações sobre a quantidade ideal de selênio que a gente deveria ingerir por dia.

Benefícios à saúde

Hoje pesquisadora da Universidade de Deakin, na Austrália, a nutricionista Bárbara Rita Cardoso participou de estudos da Universidade de São Paulo que desvendaram a mãozinha dada pelo nutriente à saúde cerebral. “Mas o selênio traz vantagens a diversos órgãos e tecidos”, explica.

Isso acontece em virtude da enzima glutationa peroxidase, que o selênio ajuda a construir. É ela quem traz o caráter antioxidante aos alimentos ricos no mineral, que afastam do corpo os temidos radicais livres, capazes de promover câncer, doenças cardiovasculares e até Alzheimer.

Conheça abaixo algumas das vantagens do mineral:

Cérebro

Além de nos proteger de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, parece que o selênio ajuda a saúde do cérebro de forma mais geral, conforme defendem os estudos dos quais Bárbara fez parte.

Continua após a publicidade

Tireoide

O nutriente dá um empurrãozinho para que a glândula consiga manter equilibrados os níveis dos hormônios T3 e T4.

Coração

A deficiência de selênio pode levar à chamada Doença de Keshan, caracterizada por alterações no músculo do coração.

Ossos e articulações

O mineral também preserva a integridade dos ossos e articulações.

Na medida certa

A ingestão de alimentos ricos na substância, no entanto, deve ser feita com parcimônia (lembra da máxima de UMA castanha-do-pará por dia?). Isso porque, em excesso e durantes muitos dias seguidos, o selênio pode se tornar tóxico e gerar sintomas como dores de cabeça, enfraquecimento das unhas e queda de cabelos.

Sim, é possível transformar um alimento saudável no exato oposto. A recomendação diária mínima é de 55 microgramas por dia e nenhum efeito adverso é observados até a dosagem de 400 microgramas por dia – mais ou menos a quantidade presente em uma castanha-do-pará. Mas exagero mesmo é quando a dose excede 800 microgramas.

Continua após a publicidade

Alimentos que contêm selênio

De acordo com Bárbara, é difícil determinar com exatidão a concentração desse mineral nos alimentos. “Por exemplo: como o solo na região Nordeste apresenta mais selênio que o da região Sudeste, o feijão plantado por lá vai apresentar mais do nutriente”.

Mesmo assim, as comidas mais ricas no mineral já foram identificadas. Listamos as mais famosas abaixo e a concentração média de selênio em cada uma:

Castanha-do-pará

Até 400 microgramas por unidade

Farinha de trigo

42 microgramas em cada 100 gramas (g)

Pão francês

10 microgramas em cada unidade

Continua após a publicidade

Frango

7 microgramas em 100 g

Arroz

5 microgramas em 4 colheres de sopa

Gema de ovo

3,4 microgramas em cada unidade

Carne bovina

3 microgramas em 100 g

Clara de ovo

1,5 micrograma em cada unidade

Continua após a publicidade

Feijão

1,5 micrograma em 2 colheres de sopa

Queijo

1,4 micrograma a cada fatia média

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.