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O projeto que está identificando plantas capazes de tratar doenças

Pesquisadores mergulham no primeiro tratado de botânica do Brasil e identificam plantas medicinais e comestíveis

Por Goretti Tenorio
Atualizado em 18 nov 2018, 10h30 - Publicado em 18 nov 2018, 10h30

Uma equipe da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vem esmiuçando a obra Florae Fluminensis, na qual o frei José Mariano da Conceição Vellozo reuniu, no século 18, mais de mil espécies. “Muito do conhecimento do passado foi perdido devido ao desmatamento da vegetação nativa”, conta Maria das Graças Lins Brandão, professora do departamento de farmácia e coordenadora do projeto.

A minuciosa revisão já gerou informações de 371 plantas de uso fitoterápico e culinário. A ideia é devolver esse conhecimento à comunidade, incluindo o treinamento de professores de escolas para abordar o tema em aulas de ciências. Tudo para que as próximas gerações saibam valorizar e tirar proveito da nossa biodiversidade.

Alguns fitoterápicos consagrados e já conhecidos no século 18

Barbatimão: De gosto amargo, era descrito por frei Vellozo como uma planta adstringente, com propriedade anti-inflamatória e cicatrizante.

Quebra-pedra: Profissionais endossam o efeito diurético do vegetal e sua capacidade de prevenir a formação de pedras nos rins.

Picão-preto: Experimentos atestam o potencial antioxidante dessa planta usada para tratar problemas inflamatórios.

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Carqueja: Popularizado pela ação digestiva e antiácida, o arbusto se destaca pela presença de flavonoides.

As pancs de antigamente

Frei Vellozo já fazia menção ao que hoje chamamos de plantas alimentícias não convencionais. Ele cita a capeba como aperiente, ou seja, capaz de abrir o apetite.

Aparece em seus registros também o ora-pronóbis, que hoje vem ocupando espaço à mesa por seu poder nutritivo.

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