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10 mitos e verdades sobre alimentação das crianças

Respostas para algumas das dúvidas mais frequentes quando o assunto é nutrição infantil

Por Beth Fernandes (colaboradora) - Atualizado em 26 out 2016, 10h04 - Publicado em 19 fev 2015, 10h55

1. Suco de beterraba acaba com anemia?

Não. Uma xícara de beterraba ralada possui apenas 0,8 miligramas de ferro. E uma criança anêmica precisa consumir todo santo dia 5 miligramas do  mineral pra cada quilo de peso. Já um bife pequeno de fígado tem, em média, 8,5 miligramas desse nutriente.

2. Posso colocar todos os dias um bolinho desses comprados prontos na lancheira do meu filho?

Se for sem recheio nem cobertura, vá em frente. Eles são ótimas fontes de carboidratos. Mas se  pertencer à categoria dos recheados, a coisa muda de figura. Para obter o consistência cremosa, os recheios são produzidos com gordura hidrogenada, verdadeiro veneno. Em altas quantidades, leva à obesidade e ao aumento do colesterol. Para variar, experimente substituir os bolos por bolachas salgadas ou um sanduíche.

3. Crianças de qualquer idade podem comer frutos do mar?

De jeito nenhum. Por uma questão de segurança, espere que complete 2 anos. Os principais riscos são intoxicação alimentar e alergias. É bem verdade que cozinhar ou assar esse tipo de alimento diminui o perigo, mas é melhor evitar.

4. Café faz mal?

A bebida não é das mais indicadas, porque  cafeína pode deixar a criança agitada. Porém, uma xícara pequena de café puro por dia não faz mal a ninguém. E se você já ouviu dizer que ele prejudica a absorção de cálcio, saiba que não há razão para se preocupar. A quantidade de cafeína presente num copo de café com leite é tão pequena que não interfere na absorção do mineral pelo organismo.

5. Leite de soja pode substituir o de vaca?

Sim, se o problema for intolerância à lactose. Se não, o de vaca é melhor, porque tem mais cálcio. É bom saber, ainda, que um grupo de proteínas do leite de vaca, as caseínas, pode provocar reações como urticária. Por isso, em caso de dúvida, consulte o pediatra. Só ele pode recomendar o tipo de leite mais adequado para a sua criança.

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6. Meu filho adora peixe cru. Tudo bem?

Acima de 2 anos, tudo bem. Sempre de olho na higiene, caso vá a um restaurante. E, claro, observando também a procedência e o acondicionamento do pescado.

7. Carne vermelha é essencial?

Sim, ela é uma importante fonte de proteínas, gordura, ferro e zinco. Contra a anemia, ela é imbatível. Está lotada do chamado ferro-heme, ou ferro orgânico, que é muito mais bem aproveitado pelo corpo do que o mineral presente nos vegetais. A carne vermelha deve ser consumida ao menos três vezes por semana, de preferência acompanhada de uma fonte de vitamina C, como a laranja, para aumentar a absorção do ferro. O frango e o peixe são bons substitutos, mas, fique sabendo, não contêm a mesma quantidade do tal ferro-heme.

8. É verdade que elimentos crus e duros ajudam a desenvolver a musculatura da boca?

Sim, eles estimulam a mastigação, fortalecendo os músculos e facilitando a fala. Quando introduzir a sopa na dieta do bebê, em vez de bater os ingredientes no liquidificador, experimente passá-los na peneira. Depois, quando seu filho estiver mais crescido, amasse os alimentos com um garfo para que possam ser mastigados. E, assim que alguns dentes tiverem nascio, ofereça alimentos crus, como cenoura e maçã, em pedaços pequenos.

9. Jantar muito tarde provoca sono agitado?

A chance de isso acontecer é grande, principalmente se a refeição for rica em gordura, que leva mais tempo para ser digerida, e a criança for para a cama logo depois de comer. Durante o sono, o organismo funciona mais lentamente, e isso inclui a digestão. O estômago, então fica mais pesado e chega a incomodar.

10. Os macarrões instantâneos são liberados?

A massa em si não faz mal nenhum, pois é uma fonte de carboidratos. O problema está no condimento que dá sabor e faz com que o prato seja um dos preferidos da garotada. Além de ser um tempero artificial, ele contém grande quantidade de sódio, que leva ao aumento da pressão e à retenção de água. Em outras palavras: pode, mas só de vez em quando.

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