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Uma bebida vegetal turbinada com probióticos

Em projeto brasileiro, bactérias do bem são agregadas a extrato vegetal à base de castanha de caju

Por Thaís Manarini - Atualizado em 19 jun 2020, 20h57 - Publicado em 26 jun 2020, 09h00

Pesquisadores da Embrapa resolveram aproveitar pedaços quebrados da castanha de caju — que perdem valor comercial — parar criar uma bebida. E foram além: enriqueceram a receita com probióticos, micro-organismos proveitosos para a saúde. “Percebi que o extrato de castanhas tinha um pH ideal para a manutenção dessas bactérias”, revela a engenheira de alimentos Laura Bruno, da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza.

Durante suas análises, a profissional ainda se certificou de que as cepas de lactobacilos e bifidobactérias — tipos já comercializados — permanecem estáveis no produto por um mês. Na etapa seguinte, o sabor foi aprovado nos testes. A novidade é bacana sobretudo para quem não consome lácteos, onde os probióticos geralmente são incorporados. Para colocá-la no mercado, agora é preciso achar uma empresa interessada.

Quem são as bifidobactérias

Essa turma de probióticos, representada pela cepa animalis, foi a selecionada para compor a bebida final, que passou pelos testes sensoriais. “É o tipo mais estudado”, justifica Laura Bruno.

A melhora do trânsito intestinal é seu trunfo. Mas, assim como ocorre com qualquer probiótico, o efeito é observado com a ingestão frequente. “Essas bactérias não ficam permanentemente na microbiota”, lembra a pesquisadora.

Ilustrações: Laura Luduvig/SAÚDE é Vital
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