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Comer cogumelos seria benéfico contra o câncer de próstata

Estudo associa o consumo de cogumelos a menor risco de enfrentar um tumor nessa glândula. Veja algumas dicas para prepará-los sem perder nutrientes

Por Goretti Tenorio - Atualizado em 28 fev 2020, 15h57 - Publicado em 28 fev 2020, 10h35

Uma evidência inusitada apareceu no cruzamento de dados sobre os hábitos alimentares e o histórico médico de mais de 36 mil japoneses, acompanhados por longos anos. Quem comia cogumelo três ou mais vezes por semana corria um risco 17% menor de desenvolver câncer de próstata em comparação com aqueles que incluíam o item no prato no máximo uma vez no mesmo período.

“As variedades shiitake, maitake e shimeji-preto, muito consumidas entre os participantes, apresentam níveis consideráveis ​​de substâncias antioxidantes”, aponta o epidemiologista Shu Zhang, um dos autores da pesquisa. “Portanto, assumimos que esses componentes bioativos têm seu papel na redução do desequilíbrio celular por trás de doenças crônicas como o câncer”, completa.

Como manter os atributos nutricionais dos cogumelos

Escolha certa: ao comprar, veja se eles estão firmes e secos, sem pontos escuros.

Pouca água ao limpar: como são porosos, podem ficar encharcados e perder o sabor. Seque-os rapidinho.

No fogão: cozidos ou grelhados, os cogumelos preservam o efeito antioxidante.

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Como guardar: na geladeira, duram uma semana. Para congelar, eles precisam ser desidratados.

Um guia sobre fungos comestíveis

“Poucas espécies são tóxicas e oferecem risco à saúde, mas, na dúvida, não coma”, diz a bióloga Larissa Pereira, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Ela justifica: as reações a um cogumelo venenoso vão de dor de cabeça a comprometimento nos rins. Por outro lado, fungos como Auricularia, consumidos na culinária oriental, e Lentinus, habitual entre indígenas brasileiros, são fonte de proteínas, vitaminas e fibras.

Para ajudar a diferenciar os tipos benquistos ao prato e à saúde, Luciana catalogou imagens e descrições de 21 espécies comestíveis de Angatuba (SP) — o bacana é que elas são comuns em outras regiões do país. O e-book (clique aqui para comprar) vai facilitar a vida de quem curte explorar a natureza e deseja ir além dos cogumelos tradicionais na culinária.

FANCs de Angatuba
Autor: Larissa Trierveiler Pereira
Editora: Simplíssimo
Páginas: 71

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