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Azeite de oliva: como saber se é bom ou adulterado?

Aspectos sensoriais são chave para determinar qualidade do óleo conhecido por seus benefícios à saúde

Por Maurício Brum 4 jul 2026, 10h25
Garrafas de azeite extra virgem em uma caixa preta, com uma placa de papelão indicando OLIO EXTRA VERGINE € 7,80. Ao lado, uma caixa azul com nozes e preço de € 7,90/kg. Ao fundo, uma parede de pedra e uma planta em vaso.
Não precisa ir até a Itália para comprar um azeite de qualidade, mas é bom conhecer maneiras de não cair em ciladas diante das opções no supermercado (Palmtree Society/Unsplash)
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Conhecido por seus benefícios à saúde, o azeite de oliva é um versátil item de cozinha que pode ser usado desde a preparação de pratos quentes ao tempero da salada.

Mas, com um custo mais alto do que outras opções de gorduras vegetais e animais usadas na culinária, é comum encontrar imitações que tentam se passar por azeite, por vezes escondendo misturas com outros óleos ou um produto de baixa qualidade.

Afinal, como saber que o azeite que você comprou é bom mesmo sem cair em platitudes como “compre de uma marca confiável?” Confira algumas características que você deve se atentar, do momento da compra à hora de colocar o óleo na boca.

+Leia também: Parece, mas não é: 10 comidas “fake” que invadiram os supermercados

Leia atentamente a lista de ingredientes

Um azeite de oliva legítimo só deve conter… azeite de oliva. Mas é cada vez mais comum encontrar misturas de óleos vegetais que utilizam um pouco de azeite, para poder citá-lo no rótulo, e acabam dando predominância a outras opções menos nobres, como o óleo de soja ou de girassol. Não quer dizer que esses óleos sejam ruins por si mesmos, mas azeite de oliva eles definitivamente não são!

Ainda no supermercado, a primeira coisa a fazer é verificar se não há nenhum ingrediente intruso no seu azeite.

Origem e data de colheita

Aproveite que está de olho na embalagem e procure outras informações relevantes. Alguns países são referência em produção de azeite, como Espanha, Portugal e Grécia, e é comum que produtos vindos de lá tenham níveis confiáveis de qualidade – mas se certifique de que eles realmente são feitos nesses países. Muitas empresas apenas engarrafam o azeite em lugares renomados, para enganar o consumidor, mas utilizam azeitonas de procedências diversas.

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Outro ponto que merece atenção é a data de fabricação ou, até mesmo, a identificação da safra, que costuma ser encontrada em alguns produtos mais elaborados. Em função da degradação natural do óleo, suas características ficam mais bem preservadas nos primeiros dois anos após a fabricação, podendo haver alterações sensoriais significativas depois disso, independentemente da data de validade informada.

A cor é menos relevante do que parece

Ok, você fez os passos anteriores, levou o azeite para casa e… agora é hora de utilizá-lo. Muita gente se guia equivocadamente pela cor do óleo, acreditando que um tom mais intenso – geralmente puxando para o verde ou para o amarelo – é indicativo de pureza ou qualidade.

Na verdade, a cor é um dos elementos mais enganosos do azeite, já que ela pode variar muito de acordo com o tipo de planta utilizada e aspectos específicos da fabricação. É melhor não se guiar por ela, pois a coloração, sozinha, não atesta qualidade.

Um indicativo mais importante é a cor… do vidro. Azeites que prezam pela qualidade e conservação devem estar sempre em embalagens que bloqueiam a passagem da luz, já que ela degrada o óleo mais rapidamente. Priorize aqueles em vidros escuros ou em embalagens metálicas e fuja daqueles que vêm em vasilhames claros.

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Atenção ao cheiro

Um indicativo bem melhor da qualidade é o aroma do azeite. Em geral, ele deve ter cheiro de alguma coisa que não seja desagradável.

Odores herbais e frutados são um bom indício de um óleo fresco e de boa qualidade. Por outro lado, despreze aqueles que com cheiro de mofo, gordura particularmente rançosa, madeira úmida ou vinagre, por exemplo: são alertas de oxidação ou fermentação inadequada, afetando drasticamente as características do produto.

Um azeite que não tem cheiro algum também não é o ideal, já que costuma indicar um óleo mais velho ou um produto refinado e misturado que tenta se passar por azeite extravirgem (nome dado àqueles com maior qualidade e pureza e uma acidez muito baixa, inferior a 0,8%).

O que esperar do gosto

Feitos todos os passos anteriores, é hora de provar o azeite. Em geral, um produto de mais qualidade vai ter tons frutados e, principalmente, uma leve picância de fundo, cortesia dos polifenóis presentes na oliva e que tão bem fazem à saúde. Assim como no caso do cheiro, qualquer gosto que puxe para o lado do mofo, de algo rançoso ou metálico, é alerta de oxidação e problemas no controle de qualidade.

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