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Como ter uma relação saudável com o trabalho

As demandas desafiadoras do ambiente profissional podem nos adoecer, aponta psiquiatra

Por Gianna Guiotti, psiquiatra*
Atualizado em 31 Maio 2024, 11h53 - Publicado em 31 Maio 2024, 11h48

Sou psiquiatra, e um fator de adoecimento importante que meus pacientes trazem é a relação com o trabalho.

No ambiente profissional, passamos grande parte do nosso dia ao lado de outras pessoas, e isso pode trazer alguns desafios de convívio.

Diferenças entre temperamentos, valores e personalidades podem ser gratificantes e até mesmo contribuir para o nosso amadurecimento e crescimento. Do mesmo modo, ter empatia, tolerância e compreensão pelos colegas nos fortalece como seres humanos e nos dá habilidades para o convívio social, um fator importante para a saúde mental e emocional.

Mesmo assim, não é incomum nos depararmos com pessoas que se valem da posição de poder que ocupam para agir de forma cruel, às vezes se assemelhando aos piores vilões da Marvel.

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O estrago emocional de quem está na mira destes “vilões” muitas vezes leva a casos de depressão, ansiedade e sintomas que podem ser comparados ao transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Um dos critérios necessários para o diagnóstico do TEPT é a exposição a um evento potencialmente ameaçador à vida, como um crime, uma doença grave ou um acidente. Entretanto, frequentemente vejo pessoas que vivenciam o ambiente laboral como um verdadeiro trauma. Isso porque estamos falando do meio de subsistência de uma pessoa.

Após anos observando as experiências dos meus pacientes, percebo que a ameaça de perder um cargo ou um emprego pode atingir alguém emocionalmente como uma ameaça à própria vida.

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Além da questão dos relacionamentos no trabalho, muitas vezes temos o sentimento de não ter o mesmo desempenho de antes, e as funções outrora simples de executar tornam-se pesadas e difíceis. Isso pode ser um sinal de que algo não vai bem com sua saúde psíquica e emocional.

+ Leia também: É preciso reverter a cultura do burnout

Sinais que podem indicar esgotamento profissional

  • Dificuldade de desligar-se dos problemas do trabalho e ficar pensando neles mesmo nos momentos de lazer
  • Insônia, dificuldade de concentração
  • Crises de ansiedade, sensação de aperto e angústia no peito no caminho para o trabalho ou ao lembrar de algo relacionado ao trabalho
  • Sentimento de distanciamento ou de não se envolver ou se importar como antes com os problemas e fatos do trabalho

Diante deste cenário emocional, é preciso procurar ajuda profissional e avaliar se existe algum transtorno mental que requer acompanhamento.

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Uma relação equilibrada com o trabalho

Manter uma rotina saudável seguindo os pilares da medicina do estilo de vida pode ajudar a evitar que esses problemas apareçam. Exemplos incluem:

Meu trabalho traz sentido para minha vida?

Esta é outra reflexão importante a ser feita. Mesmo que seu cargo em si não traga o senso de propósito, a percepção de que ele pode te auxiliar materialmente a manter hobbies, experiências e objetivos de vida já pode ser gratificante.

É importante lembrar que todos passamos por momentos difíceis, e ter uma atitude de tolerância com nós mesmos, exigindo menos em relação ao trabalho nestes períodos, pode ser uma boa estratégia para uma relação saudável com a vida corporativa.

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E quando é hora de mudar?

É importante refletir sobre o sentido do trabalho em nossas vidas, se ele atende ao nosso propósito e ideologia, e a marca que queremos deixar para nossa sociedade.

Um autorreconhecimento da carreira que estamos construindo, e se estamos no caminho das necessidades da nossa alma, é um exercício interessante para avaliar se estamos fazendo as escolhas certas.

Manter uma relação saudável com o trabalho exige planejamento, sabedoria, disciplina, mas é muito gratificante e fundamental para uma boa saúde mental.

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*Gianna Guiotti é médica psiquiatra

(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

brazil-health
(Logo: Brazil Health/Reprodução)
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