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A geração do burnout

Por que o esgotamento pelo trabalho afeta tanto os millennials? Um livro responde

Por Diogo Sponchiato 24 nov 2021, 17h18

A jornalista americana Anne Helen Petersen conhece, por experiência própria, o que é uma rotina propícia ao burnout. Mas sua jornada para decifrar por que a geração millennial (os nascidos entre 1981 e 1996), da qual ela faz parte, é especialmente vulnerável a ele vai muito além da vivência pessoal.

Fuçando pesquisas e teóricos, entrevistando dezenas de pessoas pelos Estados Unidos e confrontando o que elas herdaram da geração passada com as projeções que fazem para carreira e vida pessoal, Anne diagnostica, sem papas na língua, os fatores por trás de uma epidemia de burnout entre os millennials.

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Eles incluem a deterioração da estabilidade no mercado de trabalho e os subempregos da era digital, a crença de só trabalhar com o que se ama, a diluição da fronteira entre lazer e emprego com as redes sociais… E uma lição emerge de Não Aguento Mais Não Aguentar Mais (HarperCollins): a sociedade precisa mudar se não quiser sucumbir a um burnout coletivo.

capa do livro não aguento mais não aguentar mais
Foto: HarperCollins/Divulgação

Não aguento mais não aguentar mais
Autora: Anne Helen Petersen
Editora: HarperCollins
Páginas: 336

 

O que conspira para o esgotamento

Autora analisa fatores por trás do aumento nos casos de burnout

  • Heranças geracionais
    Expectativas colocadas pelos pais dos millennials nos ombros dos filhos elevam o risco de frustrações.
  • Uso abusivo de tecnologia
    Viver imerso em telas acaba com os limites entre trabalho e descanso — e nos faz perder tempo com bobagens.
  • Falta de estabilidade
    Medo de desemprego e falta de apoio da legislação deixam os trabalhadores expostos a jornadas insanas.
  • Filosofia perigosa
    Trabalhar só com o que se ama é uma ideia que abre caminho a desilusões e metas pessoais inalcançáveis.
  • Expediente em casa
    Conciliar o emprego com a criação dos filhos pode levar ao burnout parental, sobretudo entre as mulheres.
  • Vitrine de ilusões
    A crença de ter sucesso no trabalho bate de frente com a vida boa do Instagram. E assim ninguém se sente satisfeito.
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