🔥 Esquenta Black Friday com PREÇO BAIXO! Assine Revista Impressa + Digital Premium e aproveite! 🤑

Tipos de câncer de mama: veja quais são e entenda as diferenças entre eles

Médicas explicam o que é avaliado no diagnóstico que afeta 78 mil mulheres anualmente e reforçam a importância do tratamento individualizado

Por Larissa Beani Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 out 2026, 19h23
mamografia
Detecção tardia do câncer de mama é um dos pontos de atenção atualmente. (Ilustração: Jonatan Sarmento e Rodrigo Damati/Unsplash/Divulgação)
Continua após publicidade
Tipos de câncer de mama: veja quais são e entenda as diferenças entre eles Priorizar nos meus resultados Google

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 78 mil novos casos de câncer de mama serão diagnosticados no Brasil a cada ano até 2028. 

Ele, porém, não é uma doença única. Trata-se de um conjunto de diferentes tumores que podem aparecer nas mamas, cujas particularidades precisam ser bem compreendidas pelos médicos, pois são elas que definem o tratamento mais adequado a cada caso.

Na hora de fechar o diagnóstico, os especialistas avaliam o grau de agressividade da doença (se ela tende a evoluir lenta ou rapidamente), se ela responde a certos estímulos (como hormônios e proteínas), se há influência de mutações genéticas e o quão localizado ou disseminado está o quadro, entre outros detalhes.

“As mulheres chegam ao consultório cheias de dúvidas, angústias e medo, pensando que correm risco de morte iminente por terem câncer. Mas hoje há estratégias que aumentam muito a sobrevida e as chances de cura da doença — principalmente quando o diagnóstico é precoce”, tranquiliza a oncologista Sabrina Chagas, do Oncologia D’Or, no Rio de Janeiro (RJ). “Para isso, o olhar precisa ser individualizado.”

A seguir, entenda o que é levado em consideração no diagnóstico e quais são os tipos mais comuns e raros da doença.

Como é feito o diagnóstico?

Geralmente, os casos da doença são rastreados durante exames de imagem, sendo o principal deles a mamografia. “Ela é feita com um equipamento de raio-X projetado para visualizar estruturas e lesões muito pequenas com alto grau de detalhamento”, descreve a médica radiologista Flora Finguerman, coordenadora de Imagem em Mama da Dasa. 

Continua após a publicidade

A especialista explica que a mama é composta pelos tecidos glandular, gorduroso e conjuntivo, que possuem densidades muito semelhantes. “Quando o mamógrafo comprime a mama, o equipamento ajuda a separar e espalhar esses tecidos, permitindo que o radiologista identifique e diferencie o tecido normal de nódulos benignos ou tumores de até mesmo poucos milímetros”, detalha.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) orienta que toda mulher realize a mamografia anualmente a partir dos 40 anos. Desde 2025, o exame pode ser realizado a partir desta idade pelo Sistema Único de Saúde, mediante solicitação médica e decisão compartilhada pelo profissional da saúde e a paciente.

Pela imagem, os médicos conseguem deduzir se o tumor tem mais características benignas ou malignas, mas o diagnóstico só é fechado mesmo após a biópsia, que dá “nome e sobrenome” ao tumor.

“O resultado da biópsia é dividido em duas partes: o anatomopatológico [que analisa a estrutura e composição das células do tumor] e a imuno-histoquímica. Esse último é o que confere o tal ‘sobrenome’ do tumor, com base na análise de receptores hormonais e uma proteína chamada HER2”, explica a oncologista Marina Sahade Gonçalves, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. 

Continua após a publicidade

O tratamento é personalizado com base nesses critérios.

O que é avaliado?

Segundo as especialistas, o câncer é avaliado conforme suas características clínicas, anatômicas e moleculares — informações que só são confirmadas após a biópsia.

No processo, é averiguada a invasividade do tumor, ou seja, se ele está bem localizado (in situ) ou se é infiltrante, se tem a capacidade de infiltrar por outros tecidos.

Também é classificado o estadiamento, ou seja, o quão disseminada pelo corpo está a doença — os linfonodos ou gânglios axilares foram atingidos? Há tumores em outros órgãos? Exames de imagem, como a própria mamografia e testes complementares como o ultrassom de abdômen, tomografias, cintilografia óssea ou PET-CT oncológico, podem dar essas respostas.

Continua após a publicidade

Além disso, são avaliadas a presença de receptores para estrogênio e progesterona (que preveem a resposta à hormonioterapia), se o tumor expressa a proteína HER2 (importante para definição do melhor tratamento) e a velocidade com a qual as células cancerígenas se multiplicam (definida pelo índice Ki-67).

Dessa forma, o tumor pode ser positivo para o receptor de estrogênio (RE+), o receptor de progesterona (RP+) ou para ambos. Isso indica que o bloqueio hormonal deve ser parte do tratamento, porque os hormônios podem estar sendo usados como “combustível” para os tumores.

Outro “motor” para os cânceres pode ser a proteína HER2. Ela está fica localizada na membrana das nossas células e, quando presente em quantidade normal, atua na regulação da divisão celular. Alguns tumores podem ser HER2+, ou seja,  apresentam essa proteína em excesso. Isso está associado a um padrão de crescimento mais rápido e agressivo do que os tumores HER2-.

Em caso de HER2+, o tratamento inclui o uso de terapias-alvo, isto é, medicamentos (como anticorpos monoclonais, anticorpos-droga conjugados e inibidores de tirosina quinase) que bloqueiam a expressão da proteína, combatem o avanço do tumor.

Continua após a publicidade

Analisados todos os fatores, a equipe médica identifica o subtipo do câncer de mama (como o luminal A, luminal B, HER2 positivo ou triplo-negativo) para definir um tratamento completamente individualizado.

Tipos mais comuns de câncer de mama

Os principais nomes que você pode ouvir no diagnóstico são estes:

Carcinoma ductal: Tumor localizado nos ductos de leite, que pode ser in situ ou invasivo. Chega a corresponder a 80% dos casos, em algumas populações.

Carcinoma lobular: Tumores localizados nos lóbulos, ou seja, nas glândulas onde o leite é produzido. Também pode ser in situ ou invasivo. 

Continua após a publicidade

Triplo-negativo: Podem surgir em diversas estruturas da mama, o diferencial é que eles não possuem receptores de estrogênio nem progesterona, e não expressam a proteína HER2. Sendo assim, a hormonioterapia não é uma opção de tratamento, mas o tumor pode ser combatido com outras estratégias.

Entre os tipos mais raros, que correspondem a até 5% dos casos, destacam-se o câncer de mama inflamatório, caracterizado pela ausência de tumor e presença de inflamação do tecido mamário (inclusive da pele, que fica com um aspecto de casca de laranja). 

Na Doença de Paget, o câncer atinge principalmente o mamilo e a aréola. Além disso, a mama também pode sofrer com sarcomas, cânceres que se desenvolvem nos tecidos de sustentação e conjuntivos do corpo.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Capa da revista Veja, um celular e um notebook exibindo conteúdo digital, sobre fundo escuro com o texto BLACKFRIDAY repetidoBanner promocional de Black Friday com fundo escuro e texto BLACKFRIDAY repetido. À direita, um laptop exibe um carro esportivo, um smartphone mostra um feed de notícias e uma revista Veja está aberta com uma imagem de comida
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ESQUENTA BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).