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Repelentes naturais: descubra se citronela, cravo e outras receitas caseiras funcionam

No verão, os mosquitos se proliferam – e você pode estar se protegendo mal. Entenda os erros mais comuns e as melhores estratégias

Por Layla Shasta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
30 dez 2025, 19h30 •
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Mosquitos são vetores de diversas doenças, como dengue, Zika, chikungunya, malária e febre amarela (Design e ilustração: Laura Luduvig/Estúdio Tigre/Veja Saúde)
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  • Sempre que o calor aperta, o “zum-zum-zum” de mosquitos voando próximo aos nossos ouvidos também aumenta. É que, no verão, eles se multiplicam. E, para fugir de sua chatice – e dos riscos à saúde trazidos por algumas espécies –, muitas pessoas improvisam.

    É quando surgem as velas e óleos de citronela, os copinhos com cravo espetado, propostas com vinagre e até promessas mais ousadas, como vitaminas e comprimidos “antimosquito”. Mas, será que essas medidas naturais são eficazes?

    A resposta é pouco animadora. A maioria dessas estratégias não possui estudos robustos que comprovem sua eficácia como repelente. Por isso, produtos anunciados como “naturais”, geralmente vendidos como óleos, velas, odorizantes de ambiente ou incensos, não têm aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essa finalidade.

    O Instituto Butantan também já explicou, em nota, que algumas dessas substâncias até podem integrar a fórmula de repelentes industriais comprovadamente eficazes, mas o problema é que, fora desse contexto, elas não passam por testes padronizados nem por processos de produção controlados. Ou seja, os resultados são incertos.

    Outra questão, diz o infectologista Kleber Luz, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), é que, ainda que essas fórmulas apresentem algum efeito, ele será passageiro. “Elas criam um ambiente momentaneamente desfavorável ao mosquito, mas isso ocorre por pouco tempo e em uma área muito limitada”, explica.

    Na prática, significa que acender uma vela de citronela, por exemplo, não protege a casa. A ação vai se restringir ao espaço imediato ao redor da chama. Ainda, acredita-se que a média de duração do efeito dessas substâncias seja de 15 a 20 minutos. O mesmo vale para soluções semelhantes.

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    Afinal, o que realmente funciona?

    DEET é a sigla para um nome que poucas pessoas se atrevem a pronunciar: N,N-dietil-3-metilbenzamida. Criada em 1953, essa substância sintética foi originalmente desenvolvida para uso militar e acabou se tornando o repelente mais utilizado no mundo.

    As formulações mais indicadas trazem as substâncias icaridina, IR3535 ou DEET (dietil-m-toluamida), ativos endossados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a prevenção contra o Aedes aegypti.

    Todos os três são considerados seguros para adultos, idosos e gestantes, desde que utilizadas conforme as orientações do fabricante. Já no uso infantil, existem restrições específicas:

    DEET

    Não é indicado para crianças menores de dois anos. Já entre dois e sete anos de idade, pode ser usado em concentrações abaixo de 10%, com até duas aplicações diárias. A partir dos sete anos, são permitidas até três aplicações por dia. Segundo fabricantes, a proteção dura de quatro a seis horas.

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    Icaridina

    Pode ser utilizada por crianças a partir de dois anos, na concentração de 25%, com duas aplicações diárias. A duração da proteção varia de oito a dez horas.

    IR 3535

    É permitido para bebês a partir de seis meses, na concentração de 30%. Até dois anos, a recomendação é uma aplicação diária. Entre dois e sete anos, duas aplicações. Acima dos sete anos, até três vezes ao dia. A proteção dura cerca de quatro horas.

    +Leia também: Dengue: qual o melhor repelente para as crianças

    Os tipos de repelente eficientes

    A Anvisa reconhece oficialmente dois tipos de produtos com função repelente. O primeiro grupo inclui os repelentes de uso direto na pele, classificados como cosméticos. O segundo reúne os produtos de uso ambiental, enquadrados como saneantes.

    Os produtos de uso ambiental se dividem em dois tipos: inseticidas e repelentes. Os inseticidas têm como objetivo matar os mosquitos adultos e costumam ser encontrados em sprays ou aerossóis. Já os repelentes apenas afastam os insetos, sem eliminá-los.

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    Os repelentes ambientais aparecem em formatos como espirais, líquidos e pastilhas ou usados em aparelhos elétricos. Eles devem ser posicionados a pelo menos dois metros das pessoas, preferencialmente próximos a portas e janelas.

    Por fim, entre as opções naturais, apenas o óleo de neem é aprovado pela agência. Sua indicação não é como repelente, mas como inseticida para o ambiente, pois possui a substância azadiractina. Para uso seguro, é preciso garantir que o produto e marca utilizados são devidamente registrados na agência regulatória.

    A Anvisa também alerta que equipamentos que emitem vibrações, gás carbônico ou luz, vendidos como armadilhas para mosquitos, não são passíveis de regulação pela agência e não têm eficácia comprovada.

    Cuidados no uso de repelentes na pele

    O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Dermatologia indicam algumas recomendações importantes para o uso seguro dos repelentes cosméticos.

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    Primeiro, o produto deve ser aplicado apenas nas áreas expostas da pele, nunca por baixo das roupas. Além disso, não é indicado ultrapassar três aplicações por dia, pois o uso excessivo pode causar intoxicação.

    Ainda, ao combinar com hidratante ou protetor solar, é preciso aplicar primeiro esses produtos, aguardar a secagem e esperar cerca de 15 minutos antes de passar o repelente, que deve ser sempre o último.

    Também é importante evitar o contato com olhos, nariz e boca e lavar bem as mãos após a aplicação. Em crianças, o repelente não deve ser aplicado nessa área, já que elas podem levar o produto à boca.

    E ao fim do dia, antes de dormir, o ideal é tomar banho para remover completamente o produto da pele.

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