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O que é aterosclerose: tratamento, causas, sintomas e prevenção

Essa formação de placas nas artérias gera problemas como infarto e AVC. Saiba como evitar e tratar o problema (e não o confunda com a arterioesclerose)

Por Goretti Tenorio e Chloé Pinheiro 30 out 2019, 12h22 | Atualizado em 3 jul 2026, 18h47
aterosclerose o que é
A aterosclerose pode comprometer a circulação de sangue no coração, dando origem ao infarto. (Foto: GI/Getty Images)
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A aterosclerose é o acúmulo de placas de gordura, cálcio e outras substâncias nas artérias. Esses depósitos dificultam a passagem de sangue dos vasos, o que chega a causar infartos, derrames e até morte súbita. O tratamento depende da severidade do quadro, e vai do uso de remédios a cirurgias de ponte de safena.

Só não confunda aterosclerose com arterioesclerose. Apesar do nome parecido, a segunda é caracterizada pelo enrijecimento e estreitamento das artérias. Isso até pode ser acelerado pela formação de placas, mas essas palavras não são sinônimos.

Causas e fatores de risco da aterosclerose

Ela pode ser desencadeada pelo excesso de colesterol na corrente sanguínea, o que ocasiona uma reação inflamatória no endotélio, uma capa celular que reveste as paredes internas das artérias. É nesses pontos que começam a nascer os ateromas, as tais placas. Ao longo dos anos, formam-se mais e mais camadas, congestionando o trânsito sanguíneo.

Há ainda outras ameaças associadas a esse problema:

  • Pressão alta
  • Diabetes
  • Tabagismo
  • Obesidade
  • Sedentarismo
  • Predisposição genética

Sinais e sintomas

  • Arritmia cardíaca
  • Palpitação
  • Fadiga
  • Dor no peito (angina)
  • Cãibras
  • Aumento de pressão arterial
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Na aterosclerose, as placas de gordura provocam estragos diferentes, dependendo de onde comprometem a circulação sanguínea. Na região do coração, podem deflagrar angina (dor no peito) ou até infarto. No cérebro, aumentam o risco de AVC. E por aí vai.

A prevenção

Evitar os fatores de risco é crucial para impedir o desenvolvimento da aterosclerose. A prevenção exige uma rotina de exercícios físicos regulares e alimentação equilibrada, com baixa ingestão de gordura e de sal. Essas providências afastam obesidade, diabetes, hipertensão e altos níveis de colesterol.

Não fumar e não extrapolar no consumo de bebida alcoólica são outras atitudes que contribuem para reduzir as agressões às artérias.

O diagnóstico

Nas consultas, informe o médico sobre casos de doenças cardiovasculares na família. A ocorrência de infartos e derrames em parentes próximos, sobretudo nos mais jovens, acende o sinal alerta para a aterosclerose.

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O especialista começa fazendo uma avaliação clínica, eventualmente pedindo exames para checar o colesterol (tanto o LDL como o HDL) e outros marcadores, a exemplo de triglicérides e glicemia.

É comum ainda a realização de eletrocardiograma, que revela o ritmo do batimento cardíaco, e o teste ergométrico, aquele feito na esteira ligada a um computador. Ele registra se há variações importantes nos parâmetros cardíacos diante de esforço físico.

Se houver suspeita, o cardiologista pode solicitar ecogardiograma e ultrassom para verificar pormenores do músculo cardíaco. Já exames como angiotomografia e ultrassonografia das carótidas permitem visualizar o estado das artérias de forma não invasiva e flagrar precocemente as placas de aterosclerose.

O tratamento

A fim de evitar o aumento de ateromas nos vasos, indivíduos com níveis elevados de LDL e expostos a fatores de risco de aterosclerose em geral são candidatos a tomar estatina, o remédio para controle do colesterol.

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Diante de quadros mais graves, com queixas de dor no peito e alterações consideráveis no eletrocardiograma, a recomendação é a angioplastia, ou cateterismo. O procedimento, feito pela passagem de um cateter até as artérias que irrigam o coração, investiga a presença de coágulos e muitas vezes já desobstrui os vasos. Se for necessário, é feita a colocação de um stent no local, para facilitar a circulação sanguínea.

Bloqueios mais severos por trás de infarto só se resolvem com cirurgias de revascularizações, chamadas corriqueiramente de pontes de safena ou mamária. Nelas, os médicos usam veias saudáveis do paciente para criar um caminho alternativo para o sangue chegar ao coração.

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