Morre Netinho, ícone do axé music: entenda o linfoma não Hodgkin
Artista descobriu a doença no ano passado. Agravamento do quadro exigiu internação no final de setembro
O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador, na Bahia. Um dos grandes nomes do axé music, o artista vinha tratando um linfoma não Hodgkin ao longo do último ano.
Ele havia anunciado o afastamento de eventos públicos para focar no tratamento no final de setembro, mas acabou não resistindo às complicações da doença. Em uma postagem nas redes sociais, a equipe do cantor escreveu que o problema “evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos.”
O post também trouxe uma mensagem final do artista:
Netinho partiu tranquilo. Durante os últimos meses de tratamento, costumava dizer:
“Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.”
A pedido do cantor, o velório será realizado em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
Relembre o histórico de saúde de Netinho
Netinho recebeu o diagnóstico de linfoma não Hodgkin em março de 2025.
Após a etapa inicial do tratamento, o artista comemorou ainda no ano passado que não tinha mais sinais da doença, entrando em uma fase de remissão, estágio em que um câncer permanece indetectável ou sem novos indícios de crescimento.
Em maio de 2026, porém, o linfoma de Netinho voltou a ser detectado.
A recidiva, ou “retorno” do câncer, exigiu a retomada das sessões de quimioterapia. Nos meses seguintes, poucas informações sobre o status do tratamento foram divulgadas publicamente, mas o quadro se agravou e exigiu a internação definitiva do artista no final do mês passado.
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O que é o linfoma não Hodgkin
O linfoma é um câncer hematológico que acomete o sistema linfático.
Os tumores se desenvolvem primariamente nos linfonodos, com a forma de espalhamento ajudando a definir o tipo da doença: no linfoma de Hodgkin, as células tumorais se disseminam de forma ordenada; já no linfoma não Hodgkin, que afetou Netinho, não há uma organização evidente nesse processo.
Além da classificação de “não Hodgkin”, o linfoma de Netinho era do tipo B. Essa definição se refere à categoria de glóbulos brancos nos quais o câncer tem início – neste caso, os linfócitos B. Cerca de 85% dos casos da doença são desse tipo.
As abordagens para tratar um linfoma variam conforme as individualidades de cada caso. A primeira linha de tratamento costuma envolver quimioterapia e radioterapia, com outras técnicas surgindo como alternativa em casos resistentes a essas tentativas iniciais.
Podem ser empregadas, na sequência, opções como a imunoterapia (com o uso de células CAR-T, por exemplo) e o transplante de medula.
Os médicos que acompanham cada paciente devem determinar a melhor sequência de tratamentos, considerando as características da doença, a saúde geral da pessoa e a resposta às abordagens já utilizadas.





