🔥 Esquenta Black Friday com PREÇO BAIXO! Assine Revista Impressa + Digital Premium e aproveite! 🤑

Lua Blanco: doença que matou a atriz está crescendo entre os jovens

Diagnóstico do câncer de intestino pode demorar em função dos sintomas pouco específicos da doença

Por Maurício Brum 19 out 2026, 11h06
Mulher jovem de pele clara, cabelos loiros cacheados, sorrindo e olhando para frente. Ela usa brincos prateados, pulseiras pretas com detalhes brilhantes e um anel largo com pedras. O fundo é verde borrado
Lua Blanco teve câncer de intestino aos 39 anos (./Divulgação)
Continua após publicidade
Lua Blanco: doença que matou a atriz está crescendo entre os jovens Priorizar nos meus resultados Google

A atriz e cantora Lua Blanco, conhecida por interpretar Roberta Messi na versão brasileira de Rebelde, morreu neste domingo (18) como consequência de um câncer de intestino. Aos 39 anos, a artista foi vitimada por um tipo de enfermidade que tem crescido muito entre os jovens em anos recentes.

Ainda que a doença também seja comum em pessoas mais velhas, a incidência desse câncer – também conhecido como colorretal – tem disparado em pacientes com menos de 50 anos. A ciência ainda estuda hipóteses para esse crescimento.

Conheça mais sobre o quadro.

O que é o câncer de intestino?

Esse tipo de tumor costuma surgir em estruturas do intestino grosso, como o cólon e o reto. Enquanto o cólon é a parte onde água e nutrientes são absorvidos na etapa final da digestão, o reto é a última porção intestinal, onde as fezes ficam logo antes da evacuação.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima em 45 mil novos casos por ano desse tipo de doença – quando excluídos os cânceres de pele não melanoma, ele é o terceiro com mais diagnósticos no país.

Geralmente, o problema surge a partir de pólipos, lesões na parede interna do intestino que muitas vezes são benignas, mas podem se revelar pré-cancerosas.

Continua após a publicidade

Por que ele cresce entre jovens?

A ciência ainda não cravou com 100% de certeza o motivo de uma disparada de casos de câncer de intestino nas últimas décadas.

Algumas hipóteses apontam para mudanças nos hábitos alimentares, com um aumento na ingestão de produtos ultraprocessados e uma dieta mais pobre em fibras sendo associados a uma incidência maior da doença.

Outros fatores de risco bem mapeados incluem obesidade, sedentarismo, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. Novas pesquisas têm demonstrado que poderia haver gatilhos para o câncer que acompanham a pessoa desde o nascimento, e não só por uma predisposição genética hereditária, mas também por questões pontuais na saúde dos pais.

Ainda que o fator mais determinante não seja totalmente esclarecido, como regra geral a recomendação de priorizar uma dieta mais regrada e praticar exercícios físicos continua sendo a melhor pedida para reduzir o risco deste e de outros tipos de câncer.

Continua após a publicidade

Como são os sintomas e o diagnóstico?

O câncer colorretal costuma trazer sintomas inespecíficos, isto é, que podem ser confundidos com outros problemas de saúde. Eles incluem diarreia ou prisão de ventre, sangue nas fezes, dores abdominais, fraqueza e perda de peso sem explicação, entre outros.

Como não dá para ter certeza só pelos sintomas de que se trata de um tumor, qualquer alteração no seu funcionamento digestivo é um bom motivo para agendar um check-up com o médico – especialmente se os sintomas são persistentes.

O método diagnóstico mais comum é a colonoscopia: um tubo fino e flexível com uma microcâmera é inserido no reto para visualizar seu interior. Ela também ajuda no tratamento, já que, ao investigar a situação, é possível remover qualquer pólipo encontrado e submetê-lo a uma biópsia, para confirmar ou descartar um câncer.

Hoje, o grande desafio, especialmente entre jovens, é o diagnóstico precoce: a colonoscopia não é indicada como um exame de rotina antes dos 45 anos e muitos casos da doença são descobertos com o problema já avançado, quando o quadro se torna muito mais difícil de tratar.

Continua após a publicidade

No caso de Lua Blanco, o tumor só teria sido diagnosticado dois meses antes da morte, segundo informações publicadas nas redes sociais.

Como é o tratamento

A melhor opção de tratamento varia muito de acordo com as características individuais de cada caso, considerando o tamanho, a localização e a extensão do câncer, além da saúde geral de cada paciente.

Cirurgia, radioterapia e quimioterapia fazem parte do tratamento, conforme o caso. Em procedimentos cirúrgicos, o paciente também pode precisar fazer uso de uma bolsa de colostomia (ou de ileostomia), de forma temporária ou permanente, a depender das características do quadro.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Capa da revista Veja, um celular e um notebook exibindo conteúdo digital, sobre fundo escuro com o texto BLACKFRIDAY repetidoBanner promocional de Black Friday com fundo escuro e texto BLACKFRIDAY repetido. À direita, um laptop exibe um carro esportivo, um smartphone mostra um feed de notícias e uma revista Veja está aberta com uma imagem de comida
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ESQUENTA BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).