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Morre João Signorelli: entenda o que aconteceu com o ator de ‘Caminho das Índias’

Artista foi internado com quadro de insuficiência renal que evoluiu para parada cardíaca: entenda causas, sintomas e tratamento

Por Redação VEJA Saúde 22 jul 2026, 10h58 | Atualizado em 22 jul 2026, 11h01
Montagem de duas fotos lado a lado de um homem careca de pele morena. À esquerda, ele veste camiseta preta, olhando para frente com expressão séria, contra fundo amarelo texturizado. À direita, ele usa óculos redondos, um tecido claro como túnica e segura um cajado de madeira, com fundo branco
João estrelou novelas de sucesso como Caminho das Índias e A Gata Comeu (VEJA SÃO PAULO/STAR PALESTRAS/Reprodução)
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O ator João Signorelli, de 69 anos, faleceu nesta terça-feira, 21, em São Paulo.

Segundo divulgado pela imprensa, o artista foi internado ontem à noite no Hospital Sancta Maggiore apresentando um quadro de insuficiência renal e, na madrugada, sofreu uma parada cardiorrespiratória.

No início deste ano, ele passou um período internado no Hospital das Clínicas, onde foi submetido a uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal. Já em maio, o ator teria sido vítima de um infarto e duas paradas cardíacas.

Signorelli era conhecido por viver personagens em novelas icônicas da televisão brasileira, como Caminho das Índias (2009),  Salve Jorge (2013) e A Gata Comeu (1985).

Em suas redes, João chegou a publicar, há quatro dias, reflexões sobre vida e morte, baseado em textos de Fernando Pessoa.

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O que é insuficiência renal?

A insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de filtrar resíduos, sais e líquidos do sangue.

Ela pode ser aguda (IRA), quando ocorre uma súbita e rápida perda da função renal, ou crônica (IRC), quando a perda é lenta, progressiva e irreversível.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), com essa alteração, os resíduos presentes na circulação podem chegar a níveis perigosos e afetar a composição química sanguínea.

Como consequência, a perda da função dos rins desencadeia uma série de alterações no organismo, incluindo inflamação crônica, retenção de toxinas, desequilíbrios metabólicos e sobrecarga do sistema circulatório.

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Esse conjunto de fatores cria um ambiente favorável ao desenvolvimento de complicações graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.

Isso porque, além de mandar embora as toxinas por meio da urina, os rins também regulam a pressão arterial, equilibram os minerais no corpo, estimulam a produção de glóbulos vermelhos (evitando a anemia) e produzem hormônios importantes para a saúde dos ossos.

Quais são os sintomas?

A insuficiência renal aguda pode se desenvolver em algumas horas ou ao longo de dias. Por sua vez, os sintomas dependem da gravidade e da velocidade do declínio da função, bem como da causa do quadro.

Ainda assim, de acordo com a SBN, os sinais típicos incluem:

  • Diminuição da produção de urina (embora, ocasionalmente, a urina permaneça normal);
  • Retenção de líquidos, causando inchaço nas pernas, tornozelos ou pés;
  • Sonolência;
  • Falta de fome;
  • Falta de ar;
  • Fadiga;
  • Confusão;
  • Náusea e vômitos;
  • Convulsões ou coma, em casos graves;
  • Dor ou pressão no peito;
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Além disso, algumas vezes a insuficiência renal aguda não causa sintomas, sendo detectada somente por meio de testes de laboratório realizados por outra razão.

Quais as causas?

As causas desse quadro podem ser diversas. Em muitas pessoas, aliás, a origem pode não ser detectada. Geralmente, a lesão renal aguda ocorre entre quem já está gravemente doente por alguma outra condição.

Comumente, a situação pode surgir quando há redução do fluxo de sangue que chega aos rins, como ocorre em casos de hemorragias, desidratação intensa, queda abrupta da pressão arterial ou problemas no fígado.

A alteração também pode ser provocada por obstruções que dificultam a passagem da urina, como o aumento da próstata, cálculos renais ou tumores.

Além disso, o próprio tecido renal pode ser danificado por doenças inflamatórias, como as nefrites, pelo uso de substâncias tóxicas — incluindo alguns medicamentos — ou por outras lesões que comprometem o funcionamento dos rins. 

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Tratamento

A insuficiência renal aguda pode ser tratada. E a estratégia costuma focar na causa do quadro.

Por exemplo, quando há redução do fluxo de sangue para os rins, o médico pode corrigir a desidratação, controlar a pressão arterial ou suspender medicamentos que estejam comprometendo a circulação no órgão.

Já se a causa for uma obstrução no trato urinário, o objetivo é remover esse bloqueio.

Frequentemente, os rins podem se curar sozinhos, especialmente se a lesão renal tiver existido por poucos dias e se não houver outras complicações, como infecções.

Ainda assim, durante esse período, algumas medidas são tomadas para evitar que a diminuição da função renal possa causar mais problemas sérios.

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Por isso, medidas gerais para o tratamento incluem mudanças na dieta, para reduzir a acumulação de toxinas, o uso de antibióticos para prevenir ou tratar infecções que podem ser agravadas pelo quadro, além da realização de diálise, procedimento que desvia o sangue para fora do corpo em uma máquina de filtra resíduos.

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